Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino”

Antoine de Saint-Exupéry – foi escritor, ilustrador e piloto francês

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1

“Enigma”

Arthur Alves Júnior, presidente do SAFESP, aceitou convite formulado por Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, para conversas alusivas aos interesses da categoria. Este fato não me espanta! Não consigo captar os motivos que levaram Reinaldo Carneiro Bastos, antigo e conhecido agressor dos árbitros que não entravam nas suas arengas, ao convidar a pessoa de um ex-funcionário, possivelmente, licenciado, não sei se recebendo salários, após denúncias de malversação na entidade que dirige, como também, no exercício de sua atividade como principal integrante da CA-FPF

“Apuração”

Ao que lembro, na época das denuncias noticiou-se que a presidência da FPF houvera demitido Arthur Alves Junior, sequencialmente, nomearia pessoa para apurar sobre a veracidade ou inverdades quanto ao denuncias que lhe foram atribuídas

Não esqueci

Tantas vezes quantas forem necessárias irei cobrar do presidente da FPF, de Arthur Alves Junior, como também, dos seus delatores, que tenham o mínimo de respeito para com os verdadeiros amantes do futebol

Recorro

Aos autônomos, acredito que sejam poucos, integrantes do Poder Judiciário e, do Ministério Público do estado de São Paulo, para que invistam em uma Urgente e Cirurgia Operação para salvar as entidades ligadas ao futebol profissional, dentre estas, as representativas das categorias, destacando o SAFESP.

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Décima Terceira Rodada do Brasileirão-2016

Domingo 03/07

Internacional 0 x 1 Grêmio

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)

Item Técnico

Não sinalizou algumas faltas, como principal! Estando de frente pro lance, na cara dura, deixou de apontar a marca da cal quando da claríssima penalidade máxima cometida apor um dos atletas gremistas, no oponente Gustavo Henrique Ferrareis

Item Disciplinar

04 cartões amarelos para defensores do Internacional e 05 para defensores do Grêmio.

Rematando

Por mais esta oportunidade o trabalho desenvolvido Dewson Fernando Freitas da Silva não convenceu

Ponte Preta 1 x 0 São Paulo

Árbitro: Vinicius Furlan (ASP-FIFA-SP)

Item Técnico/ Disciplinar

Por volta dos 07 minutos da primeira etapa, Vinicius Furlan sinalizou falta do atleta são-paulino Matheus Reis no seu xará e oponente Matheus Jesus quando de arriscada tentativa de atingir a redonda; imediatamente, tirou o cartão amarelo do bolso e advertiu Matheus Reis, enquanto isso, fora do campo, o atleta da equipe campineira passava por cuidados

Tremeu

Com o recomeço da contenda, pressionando por componente da comissão técnica da Ponte Preta, Vinicius Furlan se aproximou do atleta contundido, olhou, puxou o cartão vermelho e expulsou o são-paulino Matheus Reis

Erro de direito

Para o reinicio da contenda nas infrações acima, não é necessária autorização, salvo, antecipada solicitação do árbitro; neste caso, entendo pouco provável, por este motivo, convenço-me, que Vinicius Furlan cometeu erro de direito

Rematando

Vinicius Furlan, baixe sua bola

Corinthians 4 x 0 Flamengo

Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA-SC)

Item Técnico/Disciplinar

Deixou de marcar algumas faltas, como principal, a gravíssima cometida por Fagner no oponente Ederson, próximo à linha de fundo, do lado direito da defesa corintiana

Ressaltando

Fagner deveria ter recebido cartão vermelho; nem amarelo auferiu

Concluindo

Heber Roberto Lopes almejou ser o show, deveria ter arbitrado com uma jaca no pescoço. Péssimo trabalho

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Politica

2

Com alívio, mas sem perdão

“Resolvi ceder aos apelos generalizados de meus apoiadores. Somente esta renúncia poderá pôr um fim a essa instabilidade sem prazo. É público e notório que a Casa está acéfala”, disse o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao renunciar ontem à tarde à presidência da Câmara. Tentava assim apresentar uma motivação institucional para seu gesto, quando tudo indica que, vindo de quem veio, se trata apenas de mais um calculado movimento, entre tantos outros, para salvar seu mandato.

De toda forma, foi com imenso alívio que o País recebeu essa notícia. Se é certo que o afastamento da presidência da Câmara e de seu mandato, determinado no início de maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF), trazia dificuldades para que o deputado continuasse usando as prerrogativas do cargo para atrapalhar o julgamento de seu caso no Conselho de Ética, também é certo que a excepcional decisão da Suprema Corte não excluía o grave dano institucional e moral advindo do fato de uma pessoa com o histórico de Cunha ter sido colocada naquela posição – mesmo que tenha sido temporariamente afastada dela.

Ao apresentar sua renúncia, o deputado Eduardo Cunha afirmou ser vítima de perseguições e que seus algozes não respeitaram a sua família. Tudo indica o oposto. As denúncias apontam que foi ele quem não respeitou sua família, envolvendo-a em seus escândalos. Uma de suas filhas é investigada pela Operação Lava Jato. Recentemente, sua mulher, Cláudia Cruz, tornou-se ré em ação conduzida pelo juiz Sergio Moro e responde a processo por lavagem de mais de US$ 1 milhão.

Além de ser acusado de manter contas não declaradas na Suíça e de ter mentido na CPI da Petrobrás sobre a existência delas – acusações que fundamentam o processo de cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar –, Cunha responde por duas ações penais: uma derivada de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de receber propina em contas na Suíça, e outra de receber propina por contrato de produção de navios-sonda para a Petrobrás. Segundo a PGR, Cunha recebeu R$ 52 milhões em propinas na obra de um porto no Rio e ainda intimidou testemunhas na CPI da Petrobrás. Recentemente, a Lava Jato protocolou ação civil pública de improbidade contra Cunha, acusado de se beneficiar do esquema na Petrobrás. Os procuradores querem que ele pague uma multa de R$ 270 milhões.

Mas não são apenas as denúncias envolvendo Eduardo Cunha que causam escândalo. É também constrangedor o apoio que, mesmo agora, ele consegue amealhar na Câmara. Basta ver o parecer do deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), apresentado anteontem na Comissão de Constituição e Justiça, recomendando a anulação da votação no Conselho de Ética do processo de cassação de Cunha. Segundo Fonseca, a votação não poderia ter sido nominal, com chamada no microfone dos conselheiros, pois tal sistema teria prejudicado Eduardo Cunha, ao provocar o “efeito manada” de votos favoráveis à sua cassação. Segundo o ilustre relator, o procedimento correto deveria ser a votação no painel eletrônico.

É por esse tipo de manobra que o processo de cassação de Cunha já é recordista em tempo de duração, com mais de 240 dias. A determinação e a capacidade – sua e de seus aliados – de se comportar dessa maneira ajudam a compreender aquilo que parece incompreensível: como alguém com o currículo de Cunha chega onde chegou e lá permanece por tanto tempo.

A exemplo da presidente Dilma Rousseff, que diz que seu processo de impeachment é fruto do desejo de vingança de Cunha, ele agora diz que está “pagando um alto preço por ter aberto o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff”. Nenhum dos dois está com a verdade. Essas duas tristes figuras são fruto, direto ou indireto, do lulopetismo, no qual a política é mero caminho para interesses privados – pessoais, partidários ou ideológicos.

A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara representou um passo rumo à moralidade pública. Agora, é preciso dar continuidade ao processo de cassação de seu mandato, bem como às investigações e ações penais. Não pode ficar impune tamanho insulto à lei, à democracia e aos bons costumes.

Editorial do jornal O Estadão de São Paulo, publicado na Sexta Feira 08/07/2016

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Justiça

3

Tudo dominado

Quando de suas decisões sobre problemas que envolvem os petistas, especialmente, o “impoluto” Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministro Ricardo Lewandowski, atual e 57º Presidente do STF – Superior Tribunal de Justiça; reproduz a realidade deste corroído Brasil, brasileiro

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Finalizando

“A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda”

Rui Barbosa – foi um jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-09/07/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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