Caso Kajuru teve final previsível

kajurucampanhagoiania (2013_03_07 19_30_38 UTC)

Na madrugada de sábado para domingo, através de postagem no twitter do apresentador, um de seus pupilos (que o trata pela alcunha de “mestre”) publicou em rede social que Jorge Kajuru havia desaparecido.

A informação foi checada por este espaço, que desconfiou.

Não houve comunicação à Polícia, e, de hora em hora, declarações do suposto produtor (assim se definiu) conflitavam-se umas com as outras.

Conhecemos a fundo Jorge Kajuru, e sabemos, por consequencia, do que seria capaz de fazer.

Questionados por leitores e gente conhecida do jornalismo, respondemos: “tudo pode ter acontecido, inclusive nada. Ele seria capaz….”

Todos (e não foram poucos) podem atestar.

Desconfiamos, ainda mais, quando os discursos do twitter aproximavam-se da retórica do apresentador (como se fossem ditados por ele), e as “retwittagens” pareciam querer promover, de fato, o episódio.

Horas depois, um perfil falso do twitter (utilizando-se do nome “R7”) postou que haviam encontrado o corpo de Kajuru em Goianésia.

Muita gente embarcou, inclusive sites noticiosos.

Depois, o tal “produtor” deu luz, em retwitagens e observações, aos prováveis nomes de “mandantes” do inexistente crime: falou-se desde Aécio Neves, passando por Pirillo e até no PT.

Grande parte da imprensa, conhecedora do “verdadeiro” Kajuru ignorou a falácia, e, quando noticiaram algo, o fizeram com reservas (indicando até algumas incoerência de informações).

O público, principalmente os que ainda são enganados pelo apresentador, enlouqueceu, partindo até para a ofensa contra supostos colegas de profissão que não estavam cobrindo o sumiço do “porta voz de Munchausen”.

Exatamente como desconfiávamos que aconteceria, Kajuru apareceu, contou meia dúzia de bravatas (exemplo: disse que não utilizava telefone, apenas whatsapp para se comunicar, sem explicar, porém, ter sumido e deixado o celular com terceiro), conseguiu alguns minutos de repercussão, mas, por razões óbvias, o assunto jamais será levado a cabo às esferas policiais, sob risco de prisão por falsa comunicação de crime.

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