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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Somos responsáveis pelas condutas pessoais que causam impactos na vida profissional, A ética não é temporária é linear”

Douglas Fabiano de Melo – pensador

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Não tem jeito!

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Desde meu ingressar na escola de árbitros tenho total restrição quanto à presença de componentes dos diversos escalões do poder judiciário, como também, de muitos promotores e delegados de policia, nos imundos bastidores da FPF e Clubes. A confirmação desta nefasta união ocorreu pouco antes das eleições do Eduardo José Farah, continuando, na gestão de seu sucessor Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF e foragido do FBI.

Marco Polo Del Nero levou para a administração da federação uma pá de latinhas esculpidas nos ombros, autodenominados “honestos” da “puliça” fardada, dentre estes: Marcos Marinho, de triste e longa passagem na presidência da CEAF-FPF

Ética

É inaceitável que juízes e promotores públicos tenham relação de amizades, como também, que sejam componentes da diretoria, do conselho deliberativo ou qualquer dos setores de entidades esportivas catalogadas aos esportes profissionais. Ao que sei, os integrantes do judiciário e promotoria publica, precisam ter conduta irreparável, não devendo embaralhar seu cotidiano, com pessoas que solaparam e solapam direta ou indiretamente as finanças das entidades que dirigem

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Nona Rodada de Série A do Brasileirão – 2016

Sábado 18/06

Palmeiras 3 x 1 Santa Cruz

Árbitro: Eduardo Thomaz de A. Valadão (ASP-FIFA-GO)

Item Técnico

Deixou de sinalizar impedimento do atacante Grafite no momento que cabeceou a bola para o fundo da rede alviverde, ressaltando que o fato ocorreu na metade do campo fiscalizada por Cristhian Passos Sorence (ESP-GO)

Item Disciplinar

Advertiu com o amarelo 01 defensor do Palmeiras e 04 defensores da equipe visitante, somado a 01 vermelho; mesmo assim, não conseguiu sobressair

Domingo 19/06

Flamengo 2 x 2 São Paulo

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (ESPP-GO)

Item Técnico

Inverteu e deixou de sinalizar faltas, dentre estas, a que originou o segundo amarelo por reclamações para Calleri, atacante são-paulino. Acertou ao marcar a penalidade máxima cometida por Maicon, defensor do São Paulo, no momento que atingiu a cabeça do oponente Emerson Sheik. Alan Patrick atacante rubro-negro; bateu e errou

Item Disciplinar

A não marcação da falta no são-paulino Calleri originou reclamações, provocando o segundo amarelo, seguido do vermelho

No Todo

Elmo Alves Resende Cunha não teve critério, com isso, por mais uma vez, demonstrou poucas condições para continuar arbitrando

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Décima Rodada – Quarta Feira 22/06

Atlético-MG 2 x 1 Corinthians

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

Item Técnico

Cometeu diversos erros, como principais, a não marcação de uma penalidade para cada equipe: uma do defensor corintiano Marquinhos Gabriel, no momento do explicito puxão no oponente Erazo; outra, do atleticano Leonardo Silva, no instante que deu explicito puxão no Gogó de Marquinhos Gabriel. Aquém destas, lembro que seguisse a orientação provinda dos componentes da CA-CBF, Wilton Pereira Sampaio teria marcado pênalti (pra mim, inexistente), no momento que a redonda, chutada pelo corintiano Rodriguinho, em direção à meta atleticana, mudou de rumo por ter batido no braço do atleticano Leonardo Silva

Item Disciplinar

03 cartões amarelos para defensores da equipe da casa, 01 para equipe corintiana

Resumindo

Fraco desempenho do principal representante das leis do jogo

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Politica

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A crise e o debate sobre a moralidade pública

Apesar da respeitabilidade da nova equipe econômica, há dúvidas sobre a capacidade do governo Temer de aprovar medidas para enfrentar a crise fiscal. Além das resistências corporativas para a remoção dos entraves estruturais da economia, o temor é de que faltem aos seus articuladores políticos – e àqueles cujo apoio tentam obter – integridade ética e autoridade moral para colocar em novos termos as relações entre o Executivo e o Legislativo. Mas, se não tivesse nomeado ministros indicados por partidos aliados que não fossem investigados por ilicitudes, estaria o governo – diante de um sistema partidário tão fragmentado – em condições de obter condições mínimas de governabilidade? Até que ponto basta a bandeira ética para acabar com a corrupção, equilibrar as finanças públicas e levar o País a voltar a crescer?

Entre 1999 e 2001, quando chamou para seu ministério algumas personagens com folha corrida, em vez de biografias virtuosas, FHC sabia que, sem esse tipo de gente, não teria como travar o impeachment então pedido pelo PT. Vários professores da USP de sua geração o acusaram de cinismo e imoralidade, causando perplexidade e ira. Um deles o classificou como um dirigente “desbussolado em sua conduta ética, como se a incapacidade de enternecimento ou indignação redundasse numa espécie de loucura moral” e numa “personalidade insensível às misérias da condição humana”.

A contundência das acusações levou uspianos próximos de FHC a defendê-lo de forma veemente. Um de seus companheiros de trajetória acadêmica apresentou um argumento polêmico: por ser um jogo político aberto, a democracia só funcionaria desde que haja certa tolerância à manipulação de regras e à dissimulação de interesses – afirmou. Ao contrário do xadrez, em que as regras são bem definidas e as peças seguem movimentos estabelecidos, a política é um jogo impreciso que está sempre construindo suas normas, razão pela qual há uma indefinição essencial no próprio jogo, pois é nela que germinariam as novas regras. Na medida em que o jogo envolve riscos de resultados indesejados, a política se defronta com a politicagem e trocas de favores que tendem a escapar ao controle de governantes. A dinâmica do jogo político precisa, assim, de um espaço de tolerância para desvios éticos, sem o qual é impossível governar. Para governar, os governantes têm de cruzar a zona cinzenta de amoralidade.

Depois de acirradas críticas dos dois lados, a polêmica arrefeceu e ressurgiu em 2005 com o mensalão, mas com sinais trocados. Colegas uspianos de FHC acusaram Lula de imoral e cínico, enquanto alguns defensores deste alegaram que, num sistema partidário fragmentando e protagonizado por fisiológicos e clientelistas, ninguém consegue governar sem pôr a mão em coisa suja. Pronunciada por artistas vinculados ao PT, a expressão foi mais vulgar, mas acompanhou a tese da zona cinzenta da amoralidade.

O debate ressurgiu outra vez, mas agora num contexto ainda mais complexo. A defesa da ética no trato da coisa pública pelo PT, entre 1999 e 2001, discrepou do modo como o partido exerceu o poder, entre 2003 e 2016. A tese da zona cinzenta da amoralidade foi fortalecida depois que Lula, relegando os argumentos dos intelectuais que o defenderam em 2005 com base na ideia de superioridade política e moral de sua agremiação, afirmou que “nós fizemos o que todo mundo faz”.

Essa vida política em que todos seriam iguais foi, no período, marcada por duas novidades. Por um lado, surgiram novas formas de ação política buscando, a partir de manifestos de indignação e de um moralismo difuso, canais inéditos de mediação com o poder. Por outro lado, a corrupção tornou-se sistêmica, com o advento de um aparato paralelo ao Estado legal, funcionando fora do alcance dos mecanismos tradicionais de controle. Um aparato que, aliado a um cartel de empreiteiras, desenvolveu sofisticados mecanismos de desvio e lavagem de dinheiro público, esquemas de ocultação de transações financeiras espúrias e estratégias de elisão de identidades, além de irrigar partidos em troca de apoio. E ainda cooptou movimentos estudantis e sociais para que, a pretexto de reivindicar demandas legítimas, como reforma eleitoral, exprimissem ideias destinadas a dar roupagem ideológica a essa forma de exercício do poder.

O desafio agora é levar o Estado legal a se sobrepor ao aparato paralelo, o que recoloca na ordem do dia o tema da moralidade pública. A reafirmação de um Estado legal sobre esse aparato reinclui na agenda a questão da preservação de um espaço de tolerância para certas faltas, como condição para o funcionamento das instituições. Também exige menor complacência com o cruzamento da zona cinzenta da amoralidade. Investigados pela Lava Jato costumam alegar que não cometeram atos ilícitos, esquecendo-se de que há condutas eticamente reprováveis que não são abarcadas pela legalidade.

É preciso rever a percepção da coisa pública, pois comportamentos subestimados no passado agora não são mais tolerados. A miséria moral revelada pela Lava Jato nos tornou mais críticos com o que era aceito em outro momento. Hoje se vê com clareza que, quando transige com pequenos delitos, a política tende a se desfigurar, perder legitimidade e até se tornar criminosa. Pequenos desvios éticos podem descambar em ilicitudes generalizadas. No calor da polêmica entre intelectuais uspianos, anos atrás, discutia-se quem tinha razão – os que consideravam a amoralidade indispensável ao funcionamento do presidencialismo de coalizão ou os éticos, para quem a moralidade pública dependeria da qualidade das instituições, como expressões concretas do lugar e do sentido da lei. Em meio à atual crise, cujas ambivalências permitem indagar se o País está próximo de uma regeneração democrática ou na antecâmara de novas aventuras populistas, a retomada dessa discussão é sinal de realismo político.

Publicado no Estadão – Autor: José Eduardo Faria é professor titular da Faculdade de Direito da USP e professor da Fundação Getúlio Vargas (GVLAW)

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Finalizando

“Jamais abra mão de sua integridade pessoal e profissional. Perca qualquer coisa, mas jamais perca seu patrimônio ético…”

Pensamento de Bárbara Coré

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-25/06/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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