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Os conflitos do Departamento de Futebol do São Paulo

cunha e gustavo

Divergências de procedimentos ocasionaram a queda do diretor de futebol do São Paulo, Luiz Cunha, que, sentindo-se desprestigiado em suas funções, pediu para sair.

Esta é a versão oficial.

Outras, porém, circulam por ai.

Há quem diga que Cunha estaria insatisfeito com “esquemas” de locupletação na contratação de jogadores no qual estaria envolvido o gerente de futebol Gustavo Oliveira.

Apesar de não fazê-lo publicamente, o agora ex-dirigente Tricolor, nos bastidores, dá voz às insinuações.

É fato, dentre deste âmbito, que a contratação de um jogador peruano, por R$ 8 milhões, em meio às indefinições comerciais para aquisição de Maicon, absoluta prioridade, é um ato que gera suspeição.

Principalmente pelo fato do negócio ter sido concretizado na nebulosidade, sem aval de Cunha, aliás, sob desrespeito hierárquico, já que havia ordem expressa para não realizá-lo.

É estranho, também, que o presidente Leco (que vem sendo acusado de participar das tais negociatas), ao tomar conhecimento do episódio, tenha se voltado contra o dirigente, posicionando-se a favor de quem infringiu a hierarquia.

No mínimo, para que as suspeitas sejam dissipadas (ainda mais em período crítico de Libertadores), há necessidade, de todas as partes envolvidas, de claro e detalhado esclarecimento.

Temos ótimas informações sobre as condutas éticas, morais e, principalmente, em relação à honestidade de Luiz Cunha no âmbito dos bastidores e da direção Tricolor, razão pela qual há de se lhe creditar alguma credibilidade.

O mesmo se aplica ao que sempre soubemos sobre Gustavo Vieira de Oliveira, oriundo de linhagem nobre no mundo esportivo brasileiro, apesar de, a cada dia, surgirem versões (de dentro do clube), sobre negócios obscuros que seriam encabeçados pelo dirigente.

Em sendo verdade, a decepção, não apenas deste jornalista, mas da torcida Tricolor e de seus parentes, conhecidos, entre outras coisas, pela retidão de princípios, seria incomensurável.

Tirante este fato, a ser ou não comprovado, Gustavo Vieira errou, em procedimento, tanto ao investir dinheiro do clube num atleta peruano antes de definir a aquisição de Maicon, quanto em fazê-lo em afronta a um dirigente que lhe era superior hierarquicamente.

Somente por isso mereceria, no mínimo, uma advertência.

Cabe agora ao presidente Leco explicar as razões de não te-la feito, e nem se esforçado para impedir a saída de seu ex-diretor de futebol.

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