Sobre os jogos no “Fielzão” pela Copa do Mundo

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Estivemos em dois jogos da Copa do Mundo, no “Fielzão”, durante a primeira fase do torneio: Holanda e Chile, Bélgica e Coréia.

Foram experiências suficientes para aprovar a organização do evento, ao menos no estado de São Paulo.

Tomara o exemplo seja seguido no pós-Copa.

Em partidas, ambas, com lotação máxima, 69 mil pessoas, a polícia militar se portou com absoluta educação, nos fazendo crer que os ânimos da corporação se exaltam de acordo com o comportamento popular.

A equação é simples: público comportado, polícia respeitosa.

Bandidos “organizados”, polícia truculenta.

Magnífica, também, a experiência de sentar exatamente na cadeira comprada, e, ao lado, ter torcedores rivais, com camisas de Corinthians, Palmeiras, etc., se provocando, como deve ser no mundo do futebol, mas com absoluto respeito pelo direito alheio, ou seja, sem sequer um indício de violência.

Enganam-se ou querem enganar, aqueles que utilizam o argumento de que o futebol não tem emoção sem a presença de torcedores “organizados”.

Pura bravata.

Na partida entre Bélgica e Coréia, por exemplo, ambas as torcidas, estrangeiras, apresentaram vibração contagiante, quada qual em seu estilo, assim como os torcedores brasileiros, que, gritavam os nomes de seus clubes e seleções.

Ótimo e organizado, também, o atendimento nos bares do “Fielzão”, apesar da fila, natural num evento para 69 mil pessoas sendo disputado num estádio construído para abrigar pouco mais de 40 mil.

A saída do jogo, rápida e organizada, contrastou com diversas experiências negativas que a grande maioria dos presentes tiveram noutras ocasiões, em palcos diferentes.

O transporte coletivo funcionou muito bem e os voluntários, atenciosos, orientavam a todos durante todo o trajeto entres as estações e o estádio, utilizando de três linguas para comunicação, português, inglês e espanhol.

A integração entre os estrangeiros – muitos – e os brasileiros com ingresso foi uma experiência fascinante, diria, até, inesquecível, lamentando-se apenas a falta de educação dos moradores de Itaquera, sem ingresso, que, durante todo o cordão de isolamento, hostilizavam os visitantes com palavrões e, vez por outra, tentavam até furtá-los.

Mesmo assim, diante deste problema menor, coube a PM coibir todas as ações, dando absoluta segurança aos torcedores.

É fato que a organização do Mundial tem em seus bastidores o aroma fétido da corrupção, mas, a operação em si do torneio, repito, em São Paulo, foi realmente de tirar o chapéu.

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