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Mano Menezes: a batalha do aflito

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Em novembro de 2005, o treinador Mano Menezes, num tremendo golpe de sorte, tornou-se conhecido após sua equipe, o Grêmio, que realizava péssima campanha na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, conseguir o acesso após virada improvável (com diversos jogadores expulsos) contra o Náutico, no jogo que foi apelidado “A Batalha dos Aflitos”.

Não fosse a jogada individual de Anderson, que culminou no resultado conhecido de todos, e Menezes, se tanto, percorreria o Sul treinando equipes medianas no Gauchão.

Esperto, o empresário Carlos Leite tratou de cooptar o treinador e transformar, com grande auxílio da mídia, o fracasso em sucesso, diante da comoção que virou lenda (e, posteriormente, filme).

Antes do Grêmio, Mano Menezes havia trabalhado nos inexpressivos: Guarani de Vanâncio Aires, Brasil de Pelotas, Iraty (onde adquiriu hábitos “luxemburguianos), XV de Novembro/RS e Caxias.

Mesmo diante do pífio currículo, novamente por ação de seu bem relacionado empresário (que acertou-se com Andres Sanches para “parcerias” em contratações de jogadores), o técnico foi parar no Corinthians.

No Parque São Jorge, venceu a Série B com elenco de Série A, em 2008, depois, ajudado por um Ronaldo “Fenômeno” inspirado, o paulistinha e a Copa do Brasil de 2009, convenhamos, campeonatos de expressão mediana.

Do Timão, por ingerência do então “sócio” Andres Sanches, chegou à Seleção Brasileira, local em que, em meio a sucessões de fracassos, realizou negócios do arco da velha.

Em exemplo, nunca, em toda a história das convocações, jogadores do “fortíssimo” campeonato ucraniano havia sido lembrado em convocações, mas, no referido período, quase toda a equipe do Shakhtar foi chamada, menos o principal de seus atletas, o único merecedor, o meia Willian, por divergências de Carlos Leite com o pai do atleta quando de sua saída do Corinthians.

Daí por diante, enganou no Flamengo, em novo retorno ao Corinthians e por fim no Cruzeiro, de onde saiu para assumir o Shandong Luneng, da China.

Se os negócios foram altamente lucrativos, entre salários irreais e vantagens entre os jogadores por ele indicados, esportivamente, Mano Menezes chegou ao fundo do poço, sendo demitido ao colocar seu time na modesta 14ª colocação, às portas da segunda divisão.

Um fracasso retumbante.

Se o início da carreira do treinador pode ser marcado por uma “batalha dos aflitos” que retirou-o da divisão inferior do Brasileirão, o declínio absoluta inicia-se quase noutra “Série B”, desta vez em campeonato de nível absolutamente inferior (que disputou com os jogadores que quis contratar), numa campanha que, em paródia, pode ser tratada como “A Batalha do Aflito”, desta vez com resultado nada enobrecedor.

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