Jockey Club de São Paulo vai leiloar objetos pessoais e imóveis para pagar salários atrasados

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Em tempos que parecem não mais retornarão, o Jockey Club de São Paulo era sinônimo de riqueza e ostentação, com os ricos disputando a tapas a honraria de frequentá-lo.

Hoje, a situação é bem diferente.

No próximo dia 29 de março, o Jockey, através de Assembleia Geral Extraordinária, convocada pelo presidente, Eduardo Rocha Azevedo, desde que com quorum mínimo de 200 pessoas, decidirá, através de maioria absoluta, leiloar objetos pessoais do clube, entre os quais obras de arte que marcaram sua história.

O objetivo é acertar diversas pendências, entre as quais – a mais urgente – salários atrasados de funcionários e colaboradores.

Os itens relacionados são:

– Leilão de móveis, obras de arte e decoração advindos da rua Boa Vista;

– Alienação ou oneração dos seguintes imóveis:

a) Posto de Gasolina (Rua Pero Leão, 161), com área de 2 mil m², objeto da matrícula nº 153.869 do 18º Registro de Imóveis;

b) Colégio (Rua Bento Frias, 223), com área de 3,2 mil m², objeto da matrícula nº 130.522 do 18º Registro de Imóveis;

c) parte do prédio e terreno da loja “Tok Stok” (Rua Henrique da Cunha);

As alienações serão finalizadas através de processo licitatório, conforme prevê art. 100 do Estatuto do Jockey Club.

As receitas oriundas da alienação de bens moveis (obras de arte, etc.) serão destinadas a quitação de salários atrasados, enquanto o destino dos recursos auferidos com os imóveis serpa decidido por uma comissão formada por cinco membros.

Todas as vendas serão unica e exclusivamente realizadas através de leilão público.

Haverá também decisão sobre aporte emergencial para que a folha corrente de funcionários possa ser honrada, acrescendo a mensalidade dos associados em R$ 600 mensais, com data prevista para termino da cobrança em janeiro de 2017.

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