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Como explicar a ampliação do caos financeiro no Corinthians ?

diretoria corinthians

É fato: desde 2007, quando a gestão “Renovação e Transparência”, chefiada, até os dias atuais, pelo deputado federal Andres Sanches (PT) assumiu as rédeas do Corinthians, o clube, em ano algum, saiu do vermelho.

Pelo contrário: a dívida, cada vez mais, se acentua.

Sob forte e “esperto” trabalho junto ao marketing, imprensa e também às torcidas organizadas (que tornaram-se parceiras da gestão), o Corinthians passou a impressão de que “nunca antes na história”, esteve nas mãos de diretoria tão “competente” e “profissional”.

Para tal, em suposta comprovação, utiliza as conquistas do time de futebol como parâmetro, método amplamente difundido por outras gestões de clubes e confederações marcadas pela corrupção e falta de competência.

Que o digam Alberto Dualib, do próprio Corinthians, com 14 títulos (um Mundial, inclusive), Ricardo Teixeira, na CBF, com duas Copas do Mundo, e Sandro Rossel, do Barcelona, dono de incontáveis títulos espanhóis e europeus.

Todos frequentadores assíduos das páginas policiais.

Os três citados, Timão, Barça e CBF, possuem, certamente, as maiores receitas de seu nicho de atuação, sendo, portanto, obrigados (até pela diferença de entrada de dinheiro) a se portar melhor esportivamente.

As conquistas, sob o contexto exemplificado, não podem servir de “salvo conduto” para prática de crimes e contravenções dentro de gestões temerárias.

Se, nos últimos anos, o departamento financeiro do Corinthians esteve nas mãos de Raul Corrêa da Silva, autor de desmandos incríveis, entre os quais os que levaram a indiciamento de quatro dirigentes (os atuais presidente e vice, incluisve) por prática de crime contra a Receita Federal, além da criação de desmoralizados Relatórios de Sustentabilidade, mentirosos (segundo o especialista Amir Somoggi), “sustentados” por auditoria ligada ao próprio dirigente, o último período prometia ser mais sóbrio, com a interferência de Emerson Piovesan, novo responsável pelo departamento.

Não foi.

Piovesan até tentou, no início, impedir algumas loucuras (não fosse por isso, a situação estaria pior), mas encerrou 2015, conivente, calado, sem se opor a novos desmandos, que ocasionaram, em apenas doze meses, prejuízo de mais R$ 50 milhões, elevando a dívida alvinegra a patamares próximos do bilhão de reais (contando os impostos não pagos), excetuando, do cálculo, as cada vez mais preocupantes dívidas geradas pelo “Fielzão”.

A situação é tão caótica que, mesmo após vender quase toda a equipe campeã brasileira de 2015, e receber a parte (vergonhosamente fatiada com conselheiros do clube) que lhe cabe à vista (fato raro), o Corinthians se comporta com felicidade ao revelar que a entrada descrita de dinheiro, “talvez faça com que as contas empatem ao final de 2016”.

É pensamento muito raso para tamanha grandeza.

O Corinthians, potência do futebol mundial, continua sendo gerido por amadores, sem vida profissional relevante, mas experts em desvios de conduta nos mais diversos caminhos da obscuridade, o que explica, por si, as razões de tamanha incompetência, e, talvez, coisa até mais grave.

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