marin del nero

Durante seis horas, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, nadou de braçada na sabatina promovida pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

Teve a vida facilitada pelos esperados defensores da “bancada da bola”, mas também pelos que, mesmo tentando agir com seriedade, claramente estavam despreparados para o embate.

Pior do que a perda de tempo do encontro de ontem é vislumbrar que muitos dos que lá estavam podem compor a CPI da CBF (se de fato for mista- senado e congresso), para alegria dos dirigentes que sequer precisarão se esforçar para esconder os malfeitos.

Houve também os que não tiveram coragem de se expor (como Andres Sanches) e os bobos da corte, representados em grau máximo por um parlamentar que resolveu falar sobre venda de Copa do Mundo em 1998, e pelo deputado Goulart (dos Gaviões), que, com a imbecilidade tradicional, enfiou até o assunto “arbitragem” em eliminação do Corinthians no meio de discussões que deveriam ser tratadas com um mínimo de seriedade.

Pelo que se viu, o Brasil sofrerá, durante a CPI, ao ter que assistir uma infeliz “guerra” entre corruptos e beneficiados de um lado, contra parlamentares despreparados, do outro, sobrando para o Senador Romário, e mais um ou dois mais corajosos a missão de se sobrepor a tamanha mediocridade.

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