
Carlos Gallo, ou simplesmente “Carlos”, ou “Ganso”, nomes pelo qual era tratado no período em que jogava futebol, foi um dos melhores goleiros do Brasil.
Atuou no timaço da Ponte Preta, nos anos 70, na Seleção Brasileira e fez parte do Corinthians campeão paulista de 1988, o título do gol de Viola, contra o fortíssimo Guarani.
Neste campeonato, a grande maioria dos torcedores se lembra do então jovem Ronaldo Giovanelli (que faria história no Parque São Jorge), que jogou as partidas decisivas, após Carlos machucar-se nas semifinais, em lance despretensioso, torcendo o tornozelo ao interceptar cruzamento na área.
Mas, ainda garoto, este jornalista, que vivia no Corinthians, tem outras recordações.
Por exemplo, que o Corinthians, equipe apenas mediana no torneio, não chegaria ao título não fossem as atuações magníficas de Carlos no campeonato, goleiro de estilo frio, nada espalhafatoso, mas sempre bem colocado.
Lembro-me, até os dias atuais, de um treino que assisti no Parque São Jorge, que parece, hoje, prévia da nova profissão exercida, agora, no São Paulo, pelo ex-goleiro.
Nele, Carlos, Waldir Perez e Ronaldo (sim, o Corinthians tinha um trio de goleiros fantástico) revezavam-se em defesas e chutes entre si.
Mas quem ditava o ritmo e fazia observações de equívocos e maneira de pular era o “Ganso”, alcunha pela qual era tratado pelos companheiros.
“Eu prefiro chute de perto, forte… porque é reto… se o goleiro estiver bem colocado, e com o reflexo em dia, vai defender… as bolas de longe são traiçoeiras, cheia de curvas… um bom chutador dá sempre trabalho…”, foi uma das frases que escutei de Carlos, dirigida a Ronaldo, que permanece em minha memória.
Absolutamente conhecedor da profissão (que exerceu de maneira exemplar), Carlos tem tudo para realizar ótimo trabalho no Tricolor.