Na ânsia de vencer um título, Paulo Nobre começa a afundar o Palmeiras nas finanças

nobre rally

No primeiro mandato, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, mascarou – e minimizou – os problemas financeiros do clube, emprestando mais de R$ 100 milhões, que serviram para amortizar pagamentos de curto prazo.

Porém, permaneceu a dívida, que, mesmo a juros razoáveis, precisam ser quitadas.

Concomitantemente ao ato financeiro, a gestão esportiva do presidente, que jogou o departamento de futebol nas mãos de José Carlos Brunoro, conhecido “vivaldino” no ramo, foi desastrosa.

Passada a tempestade, o associado do Palmeiras, sem opção (o adversário era um bebum de intenções, e parceiros, questionáveis), concedeu nova oportunidade a Paulo Nobre, que prometeu, até com alguma humildade, agarra-la.

Se no clube as finanças foram contidas dentro de um padrão razoável, novas fontes de recursos viabilizaram contratações no departamento de futebol.

Porém, a lição anterior, que levou o clube a bancarrota, lamentavelmente, não foi aprendida.

Nobre deu carta branca ao novo gestor do futebol, Alexandre Mattos, que contratou dezenas de jogadores (medianos), sem especificar, até o momento, os critérios adotados (alguns inferiores aos das categorias de base), que, por razões óbvias, fracassou.

Após um enganoso paulistinha, o clube luta, neste momento, para fugir da zona de rebaixamento no Brasileirão.

Desesperado, e já com o limite de gastos financeiros ultrapassado, o presidente Paulo Nobre, com o clube precisando quitar as pendências anteriores, e as efetuadas no início do ano, liberou o treinador Oswaldo de Oliveira (antes havia cometido a insanidade “Gareca”), trouxe outro profissional para o lugar (ligado a Alexandre Mattos), e resolveu, para corrigir o equívoco das contratações, errar novamente.

Não há justificativa para a contratação de dois veteranos para o ataque, Alecssandro (já concretizada), e Lucas Barrios (em negociação), 30 anos, reserva da Seleção do Paraguai.

Ambos com salários elevados, e, tecnicamente, inferiores a Gabriel Jesus, prata da casa, a quem, por razões evidentes, inibirão a evolução, podendo ocasionar, ainda, até a saída precoce do jogador.

Se insistir na busca, a qualquer custo, por um a conquista, sem administração adequada para tal, Nobre encontrará, novamente, a decepção esportiva, com o agravante de uma herança financeira negativa difícil de ser solucionada por quem vier a sucedê-lo.

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