Comissão de Reforma do Estatuto do Corinthians não é digna de confiança

ademir e negão

Portaria nº 1/2015, assinada pelo desembargador Guilherme Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, elencou para os associados a composição da Comissão para Revisão do Estatuto Social alvinegro.

Ou seja, a Lei do clube.

Os nomes, lamentavelmente, não são de confiança.

Alguns, até, piores do que isso.

Quase todos estão comprometidos com a atual gestão, quando, esperava-se, uma melhor divisão de grupos, proporcionando a tão propagada, mas nunca levada a cabo, ‘transparência” sugerida.

A presidência dos trabalhos, por exemplo, será tocada por um serviçal quase canino de Andres Sanches, o advogado Sérgio Alvarenga, “corinthiano obsessivo” responsável direto por encobrir maus-feitos do dirigente, seja no ambiente do clube, como também em investigações do DHPP.

O relator, então, é um desastre.

Trata-se do desembargador Ademir Benedito, que tem envergonhado o judiciário ao dividir mesas de reuniões, restaurantes e até de botecos com pessoas (do clube a ligada a dirigentes alvinegros) que acumulam graves problemas judiciais.

Não se sabe pelo desejo de poder ou apenas para aparecer nas fotografias.

Dentre alguns insignificantes úteis ligados a diretoria (que estão lá para seguir ordens), Fabio Augusto Pinto e Sulivan João Correia, há o deplorável Waldir Coxinha, que, na gestão Alberto Dualib, foi flagrado em delito com Notas Fiscais, trocando serviços inexistentes por dinheiro do caixa alvinegro.

Fosse o Corinthians gerido por gente séria e este cidadão sequer seria recebido no Parque São Jorge.

Dois nomes apenas não estão ligados à atual gestão (mas serão minoria) e devem votar com alguma independência: Antonio Rachid (ex-braço direito de Dualib) e Carlos Antonio Luque.

A Comissão de Reforma do Estatuto, entre outras coisas, terá a responsabilidade de modernizar as leis alvinegras, mas, desde já, entra pressionada a aprovar o item mais importante: a mudança do sistema de eleição de conselheiros, do “Chapão” atual para a ‘proporcionalidade”, impedindo, ou minimizando, que grande número de imbecis sejam eleitos em lote (200 de uma vez), beneficiados pela votação do candidato a presidente.

A referida alteração é dada como favas contadas, já que serviu de promessa de campanha para ambas as candidaturas que concorreram no último pleito alvinegro.

O grande problema é saber se interessará para a diretoria (que segura o cabresto de boa parte dos membros da comissão), introduzir, além desta mudança, outras de importância semelhante, como a obrigatoriedade de “Ficha Limpa” para ser candidato a cargos relevantes no clube.

Basta simples consulta na ficha corrida, por exemplo, do vice-presidente alvinegro, do ex-diretor de futebol e de mais alguns, como o “Superintendente” para que se entenda a dificuldade dos atuais gestores em apoiar a modificação.

O prazo para a entrega do relatório final será em 01 de outubro.

Estatuto comissão 1

Estatuto comissão 2

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