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Empresário de jogadores Fernando Garcia se complica ao publicar Nota Oficial no site de Edgard Soares

fernando garcia

Em vias de ser penalizado no Corinthians por infringir o Estatuto que não permite a conselheiros ganhar dinheiro utilizando-se do clube, o empresário de jogadores Fernando Garcia, irmão do candidato a presidente, Paulo Garcia, em clara ação de desespero, emitiu Nota Oficial “explicando” suas ações.

Porém, desastradamente, decidiu publica-la no site de Edgard Soares (Futebol Interior), explicitando a relação que a chapa oposicionista luta para esconder.

fernando Garcia - FI

Em momento algum, Fernando Garcia fala sobre o assunto a ser resolvido: a proibição estatutária, que torna suas negociatas, todas, passíveis de expulsão do quadro de associados no Parque São Jorge.

Pior, além de repetir o discurso de benemerência, diz que o Corinthians lhe deve, ainda, R$ 6 milhões:

“Para que a imprensa e principalmente os associados do clube fiquem a par, atualmente o Corinthians deve à minha empresa cerca de 6 milhões de reais e não fico na porta do clube cobrando a dívida.”

Evidentemente não contabilizou o imenso lucro obtido ao negociar, indevidamente, mercadoria (jogadores) do Timão.

Garcia em lance de rasa “esperteza”, diz ainda que é transparente e abre, “sem restrição”, seus sigilos bancários, porém, logo na frase seguinte, trata de colocar um empecilho, que, sabe bem, o clube jamais cumprirá:

“Porém, esperando que a mesma providência seja adotada em relação a demais contratos e de todos os envolvidos nos mesmos.”

De tão surreal, fica a impressão que o texto, apesar de assinado pelo empresário, foi redigido por Edgard Soares, de reconhecida mediocridade literária.

Por fim, Fernando Garcia exagera, e mente, ao dizer que:

“Outra coisa que quero deixar muito clara é que não sou sócio da Kalunga, nem mantenho relação comercial com a mesma há mais de 12 anos.”

Nem mesmo o mais incapaz leitor do Futebol Interior acreditaria que um dos fundadores da referida empresa, tocada por familiares – não por estranhos – dela não receberia remuneração, além de ser pouco crível, também, que a Spiral, braço da Kalunga que doou R$ 600 mil a Andres Sanches em campanha política a Deputado Federal, que tem os nomes de Fernando e Paulo Garcia no Contrato Social, não se trate de uma “relação comercial” entre ambos.

spiral 1

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ABAIXO A ÍNTEGRA DA NOTA OFICIAL DE FERNANDO GARCIA

Gostaria de deixar clara minha posição como sócio, conselheiro vitalício e torcedor do Sport Club Corinthians Paulista. Nas duas últimas Administrações, em momentos de extremo aperto financeiro do clube, foi-me solicitada ajuda, em caráter de urgência, para quitar pendências nesta área.

Como apaixonado pelo Corinthians, desde que nasci, e tendo os recursos necessários para colaborar em um instante de instabilidade de Caixa da agremiação, repito, sendo solicitado para tal, auxiliei, primeiro, o ex-presidente Andrés Sanchez; e, na sequência, ao atual presidente Mário Gobbi.

É natural, portanto, que fique absolutamente indignado quando pessoas agindo de má fé fazem comentários descabidos e maldosos a respeito dessa situação, que não provoquei e apenas participei para resolver um problema. E eu o fiz:

  1. a) Primeiro, porque, como disse acima, só emprestei dinheiro porque se trata de meu clube de coração e por acreditar nas pessoas que ali estavam respondendo diretivamente pelo mesmo.
  1. b) Depois, porque tudo, rigorosamente tudo o que emprestei, está documentado. Nada foi feito às escondidas. Pelo contrário. Portanto, se alguém quiser fazer algum tipo de investigação a respeito, não há qualquer empecilho de minha parte. Abro, sem nenhuma restrição, meu sigilo bancário se solicitado por qualquer instância interna do clube.

Porém, esperando que a mesma providência seja adotada em relação a demais contratos e de todos os envolvidos nos mesmos.

Para que a imprensa e principalmente os associados do clube fiquem a par, atualmente o Corinthians deve à minha empresa cerca de 6 milhões de reais e não fico na porta do clube cobrando a dívida.

Aliás, só torno pública esta informação em face dos absurdos que são falados a respeito do empréstimo que concedi.

Outra coisa que quero deixar muito clara é que não sou sócio da Kalunga, nem mantenho relação comercial com a mesma há mais de12 anos.

A empresa, que é referência no mercado nos quesitos de administração, governança, solidez e sucesso comercial, pertence a meus irmãos.

Assim, sou absolutamente independente em minhas ações, não quero e nem vou permitir, em nenhuma hipótese, prejudicar a campanha à presidência do clube de meu irmão, Paulo Garcia.

Inclusive, Paulo já deixou bem claro que não teremos nenhuma relação comercial, caso ele seja eleito presidente do Corinthians. A eleição de Paulo será um bem para o nosso clube. Por isso, torço e espero que ela aconteça.

O Corinthians precisa de um homem com a capacidade de gestão de meu irmão para que volte a crescer e alcance estabilidade financeira, sem necessitar de empréstimos particulares de seus conselheiros. Repudio, por todos estes motivos, o uso eleitoral rasteiro que tentam fazer do empréstimo que fiz ao Corinthians.

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