No Conselho, Andres Sanches desafiou comprovação de negócios em Miami, Gobbi detonou Tite e Raul confessou dívida
Tivemos acesso à íntegra da Ata de Reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, realizada no último dia 27 de outubro.
Pelo documento, que é a transcrição dos discursos proferidos, é fácil verificar a diferença do que se diz publicamente, para enganar o torcedor, e internamente, aos conselheiros.
No caso do treinador Tite, por exemplo.
Diferentemente dos elogios quando do encerramento do contrato, e agora, em nova especulação de contratação, há pouco mais de um mês, a chapa “Renovação e Transparência”, dizia, por intermédio de Mario Gobbi:
“Troquei o Tite, que estava na hora do Tite sair mesmo. Ele perdeu completamente o comando do grupo.”.
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Bastou iniciar o período eleitoral para que a analise sobre o trabalho do treinador, digamos, melhorasse um pouco.
Outro assunto interessante, e, pelo que se vê, ocasionando incomodo a Andres Sanches, eram as conversas que especulavam seus negócios em Miami, desviando, segundo informações, parte dos R$ 15 milhões de comissão pagos, nos EUA, em empresa no nome de Duílio do Bingo, pela contratação de Alexandre Pato:
“Se alguém tem alguma prova, algum documento, alguma coisa que tem conta em Malta, tem conta em Miami, tem conta não sei aonde de dinheiro desviado do clube, é só vir e mostrar.”
“(…) Eu mesmo vou aqui, perante ao CORI e ao Conselho, tomo a posição, vou lá e peço a expulsão, vou na Delegacia, no MP e denuncio.”.

O leitor do blog, durante a semana, teve acesso a reportagem comprovando os negócios de Sanches em Miami, por intermédio de Duílio, em sociedade com Emerson Sheik, razão pela qual aguarda ansiosamente que o ex-presidente do Timão cumpra suas promessas.
Sanches tratou ainda, com normalidade, o calote no Imposto efetuado por sua gestão no Corinthians, que gerou indiciamento criminal de quatro dirigentes, dois deles, Roberto “da Nova” Andrade e André Negão, candidatos situacionistas nas próximas eleições do clube.
Indicou ainda, sem verdade, que o não pagamento dos tributos estava indicado nos balanços, transferindo responsabilidade aos Conselheiros que aprovaram as contas anteriores:
“(…) se pagava o dia a dia ou pagava imposto. E sempre foi colocado no balanço que realmente não estava se pagando imposto.”
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Importante, também, foram as declarações do diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, dando conta do absoluto desastre ocasionado pela última gestão aos caixas alvinegros:
“O valor total que nós temos de adiantamento são R$ 70 milhões”.
“(…) nós devemos R$ 256 milhões (sem contar o estádio)”.
“Pato, que nós estamos falando que ele representeou R$ 42 milhões que foi o custo dele, fora direito de imagem.”




