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Blog do Paulinho

Galo ganha sua primeira, e mais festejada, Copa do Brasil

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Por JUCA KFOURI

Um dia, quem sabe, os legisladores brasileiros se darão conta de que a obrigatoriedade de se tocar o Hino Nacional antes de quaisquer jogos de futebol pelo Brasil afora acaba como um tiro pela culatra, um desrespeito, por não fazer parte de nossa cultura e pela banalização do ato.

Não se ouviram os acordes hoje no Mineirão, como acontece com frequência pelos estádios espalhados pelo país afora.

Mas vamos ao jogo, que é o que interessa.

O 149o. clássico mineiro no mau gramado de um estádio da Copa do Mundo, começou com o Cruzeiro de branco e o Galo de branco e preto.

O Mineirão, fruto da mesquinhez e da burrice de nossa cartolagem, não estava nem perto de estar lotado.

E com o Galo no ataque.

O Cruzeiro sem Mayke, mas com Ceará, e com Nilton em vez de Lucas Silva.

O rival ainda sem Guilherme e, ousado, com Rafael Carioca em vez do marcador Pierre.

O sétimo Cruzeiro x Galo do ano, três vitórias atleticanas e três empates, tinha o Alvinegro dando as cartas.

Aos 12, bola roubada de Nilton, Luan deu para Marcos Rocha fazer o gol fatal e Fábio impediu, com o rebote sobrando ainda para Diego Tardelli que bateu na rede pelo lado de fora.

Três minutos depois, uma bola vadia em ligação direta do goleiro Fábio sobrou para Ricardo Goulart que pegou mal e desperdiçou ótima chance.

Aos 24, Tardelli, de joelho, não só perdeu o gol debaixo da trave como evitou que Jemerson, atrás dele, fizesse.

Por ironia, Tardelli não jogava bem, errava passes sem parar e, por azar, Luan se machucou e foi substituído por Maicosuel, aos 30.

Quatro minutos depois, troca de empurrões na intermediária do Galo.

Sim, o jogo era tenso, mas leal, em gramado pesado.

Aos 40, um cruzamento de Dátolo desviou no ombro de Ceará e quase entrou, saindo a escanteio.

Dois minutos depois, Maicosuel viu Fábio sair aos seus pés em ótimo passe de Tardelli e, no rebote, Dátolo mandou nas nuvens.

O Cruzeiro agradecia ao céu o empate no primeiro tempo que, no entanto, dava o título inédito da Copa do Brasil ao rival: 2 a 0 não seria injusto.

E o 1 a 0 foi justíssimo porque se Tardelli não jogava o que se esperava dele, aos 47 ele escorou de cabeça um ótimo passe de Dátolo e o Galo foi para o intervalo na frente.

Sim, 3 a 0 para o Galo. A Raposa teria de fazer quatro.

O Galo estava pertíssimo de ganhar a mais festejada das Copas do Brasil desde a primeira, em 1989, e a mais difícil desde 2001 porque, nesta 26a. edição, com os participantes da Libertadores.

Willian Farias voltou no lugar de Henrique, também machucado, no time azul, isto é branco nesta noite.

Logo aos 6, por pouco, Maicosuel não ampliou.

O Cruzeiro dava sinais de cansaço, a torcida de desânimo e, aos 16, Dagoberto entrou no lugar de Willian.

Chovia em Belo Horizonte quando faltavam 25 minutos para o Galo ser campeão e, de quebra, voltar à Libertadores.

Aos 24 foi a vez de Rafael Carioca se machucar.Pierre entrou.

Seis minutos depois, Dátolo carimbou o travessão de Fábio, de fora da área.

A tríplice coroa ia para o espaço na quarta vitória de Levir Culpi em 2014 sobre o tri vice-campeão da Copa do Brasil, o estupendo Marcelo Oliveira.

Julio Baptista entrou no lugar de Ceará depois que o Cruzeiro quis mão na bola de Leonardo Silva em lance de bola na mão.

A vitória era mais que justa e por menos do que deveria embora o empate pudesse ser um consolo para o campeoníssimo Cruzeiro, que via escapar o penta.

Aos 39, Leandro Donizete foi expulso por agredir Dagoberto e Eduardo entrou no lugar de Tardelli, herói da noite.

O Galo festeja com todos os méritos.

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