O mentira “Maicon/Elias” e a maldade do ser humano
Por falta de preparo de Gilmar Rinaldi, espertalhão no meio do futebol, mas claramente incompetente para o cargo de gestor da CBF, uma cortina de mistério pairou sobre as possíveis razões que teriam levado Dunga a cortar o jogador Maicon da Seleção Brasileira.
Na versão oficial, falou-se em problemas particulares, depois, vazou a versão da indisciplina, que, até pela dispensa do atleta, parecia ser a mais próxima da verdade.
Horas depois, o jornalista Mauro Beting esclareceu a questão, em conformidade com o que a imprensa italiana já comentava, ou seja, que Maicon esticou a balada e chegou na concentração apenas pela manhã. justificando plenamente a punição imposta.
Porém, antes disso, durante quase todo o dia, criou-se versões maldosas – e mentirosas – dando conta de que o motivo do corte teria a ver com uma suposta relação homossexual do lateral com o jogador Elias, do Corinthians.
Tirante o enorme número de debiloides que frequentam as mais diversas mídias sociais, gente que acredita nas mais imbecis bizarrices, o que chamou a atenção foi a maldade do que sabiam ser a história mentirosa, e, mesmo assim, espalhavam-na como verdade.
Aproveitavam, ainda, para expor execráveis demonstrações de preconceito, sem nem ao menos importarem-se se atingiam a honra de trabalhadores e de suas famílias, com atos de uma pobreza intelectual indigna do nível de evolução que já deveria ter atingido a raça humana.
Triste, sujo, deplorável episódio.
Que deveria servir como reflexão para alguns, mas, sabemos bem, será repetido à exaustão, assim como outros que ainda estão por vir, com a única “utilidade” de fazer idiotas felizes pela exposição pública de suas próprias frustrações.

