Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.

Abraham Lincoln

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Teste Físico dos Árbitros da Federação Paulista de Futebol

Assim como no meu tempo, dias passado, os árbitros inscritos no quadro da CA-FPF, foram obrigados a comparecer no Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, localizado na cidade de Jundiaí, espaço em que passaram por complicados testes físicos

Ocupação

Na época, era exigido comprovante de trabalho no funcionalismo publico, ou, na iniciativa privada; salvo alguns que apresentavam carta de trabalho de origem duvidosa, ou, registros por mim interpretados quase verdadeiros, vez que solicitavam para um amigo que tivesse empreendimento comercial que o registrasse; para tanto, o solicitante assumia e pagava todos os encargos referentes às obrigações patrão/empregado com os órgãos competentes. Ressalto: Os árbitros apresentadores de documentação duvidosa ou quase legal auferiam seus rendimentos com taxas das escalas da FPF, como também, das denominadas ligas fantasmas.

Justificativa para assegurar o trabalho

Salvo os árbitros que exerciam profissão independente, maioria se virava como podia para solicitar dispensa do trabalho.

Despesas

Tanto no hoje e, em minha época, os dirigentes da FPF se recusavam de pagar as despesas referentes à obrigatoriedade para que fizéssemos o teste físico. O não pagamento das despesas, principalmente, dos colegas das diversas cidades do estado, inflamava minhas entranhas, por conseqüência, no andar do então departamento de árbitros, na porta da FPF, posteriormente, na sede do SAFESP, em voz alta expressava meu descontentamento com o proceder dos dirigentes da FPF. Ficava puto da vida quando ouvia: Pare de comprar briga dos outros; fulano esta bem de vida, os valores das despesas não lhe farão falta.

De pronto respondia: Isto é exploração, qualquer que seja o quanto tenha, é dele; cabe a FPF pagar as despesas dos árbitros de todas as cidades, incluso, os da capital.

Cadê o presidente do SAFESP ?

Sou convencido que dando continuidade na defesa dos seus interesses, Artur Alves Junior, atual presidente do SAFESP, respectivamente, tendo o cargo de principal membro da CA-FPF e outras atividades na administração da FPF, deu uma de migué: Não sei, não vi, não ouvi; vocês que se virem.

12ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2014

Sábado 27/07

Santos 3 x 0 Chapecoense

Árbitro: Péricles Bassols (FIFA-RJ)

Item Técnico

Não influiu no resultado; desempenho aceitável

Item Disciplinar

David Braz e Alison, defensores santistas, advertidos corretamente com cartão amarelo

Concluindo

Excluindo dois erros do assistente 01, os representantes das leis do jogo foram pouco exigidos

Domingo 27/07

Corinthians 2 x 0 Palmeiras

Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA- PE)

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP)

Assistente 02: Marcelo Carvalho Van Gastem (FIFA-SP)

Quarto Árbitro Marcio Henrique de Góis (CBF2 – SP)

Assistente Adicional 01: Raphael Claus (ASP-FIFA-SP)

Assistente Adicional 02: Leandro Bizzio Marinho (CBF1-SP)

Delegado: Wilson Seneme (SP)

Item Técnico

Amarrou o jogo em demasia, em especial, quando da marcação de faltas, dentre estas, algumas inexistentes, Sandro Meira Ricci, excedia nas explicações para os contendores.

Item Disciplinar

Não gostei. No todo, o trabalho dos representantes das leis do jogo não influenciou no resultado

“Homenagem”

Minutos antes do inicio da contenda, por imagens da TV, observei que Artur Alves Junior, presidente do SAFESP, que gosta, e é bajulado por grande maioria dos árbitros do quadro da CA-FPF, da qual é o principal componente, presenteou o trio de árbitros, por trabalhado desenvolvido nas três partidas da COPA 2014.

O Intruso Deveria Sair

Assim que findou o blá, blá, blá da premiação; Artur Alves Junior, apesar de não ter nenhuma atividade para exercer, com aquela cara de pau que lhe é peculiar, não se retirou; ficou atrás da mesa de trabalho do ex-árbitro Wilson Seneme, oficialmente escalado, para desempenhar a função de delegado.

Falta de coragem ou conivência

Antes do pontapé inicial, cabe ao árbitro tomar iniciativa para retirada dos intrometidos, este procedimento pode e deve ser adotado por um dos assistentes, árbitro reserva, como também, o delegado, mesmo que a partida esteja em andamento.

Tenho plena convicção que todos os envolvidos estão cientes que lugar de bicão é fora do aramado, por este motivo; é inaceitável que não tenham abraçado esta posição; como não o fizeram, convenço- me que ocorreu das duas, uma:

Falta de coragem para solicitar a saída o “todo poderoso” Artur Alves Junior, ou cumplicidade, para com ilegitimidade do fato.

Flamengo 1 x 0 Botafogo

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (ASP-FIFA- GO)

Trabalho correspondente a disputa; médio.

Política

O Nove de Julho, de Getúlio ao PT

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São Paulo comemorou este mês o 82.º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, que muito pouca gente, neste Estado e no resto do Brasil, sabe o que foi. É impróprio, aliás, usar verbos no passado para tratar deste assunto, pois a luta de 1932, que começara pelo menos 50 anos antes com o Movimento Abolicionista, que desaguou na República e se confunde com a história deste jornal, é exatamente a mesma de hoje.

Gira em torno da seguinte pergunta: onde se quer instalar a sociedade brasileira emancipada, no campo da civilização ou no da barbárie? No Estado de Direito, com a lei igual para todos, ou nas variações do caudilhismo populista, onde fala quem pode e obedece quem tem juízo? Numa meritocracia, em que só a educação e a dedicação no trabalho legitimam a diferença, ou no sistema em que a cooptação e a cumplicidade com a corrupção são os únicos caminhos para o poder e para a afluência?

O Movimento Abolicionista é o primeiro na História do Brasil a surgir nas ruas, não nos palácios, e a tomar o País inteiro numa avassaladora mobilização cívica. Nasceu sob inspiração direta da Revolução Americana. Muitos de seus principais líderes brancos e negros freqüentaram as mesmas “lojas maçônicas” lá, nos Estados Unidos, onde a elite do Iluminismo fugida do absolutismo monárquico europeu, regime sob o qual viviam o Brasil e o resto do mundo de então, iniciou o debate que resultaria no desenho das instituições da democracia moderna.

Tratava-se de uma humanidade escaldada por 2 mil anos dormindo sob o risco de sua majestade acordar de mau humor e mandar torturá-la até a morte sem ter de dar explicações a ninguém. Para garantir que nunca mais fosse assim aqueles conspiradores estabeleceram os princípios fundamentais da democracia que até hoje não se instalou por aqui: o império incontestável da lei, inclusive e principalmente sobre os governantes; a vontade popular, democraticamente aferida, como única fonte de legitimação dessa lei, e o mérito no trabalho como única fonte de legitimação do poder econômico; a descentralização do poder para garantir a fiscalização mais direta possível dos representados sobre os representantes, concentrando nos municípios todas as decisões e os serviços públicos que pudessem ser prestados no âmbito deles; nos Estados, apenas as que se referissem aos assuntos que envolvessem mais de um município; e na União, só as que não pudessem ser resolvidos por essas duas instâncias, mais as relações internacionais.

Para reduzir ainda mais o espaço para que as tentações do mando não produzissem os efeitos que sempre produzem no caráter dos homens, determinou-se que cada uma dessas instâncias de governo fosse dividida em três Poderes autônomos e independentes entre si, uns encarregados de fiscalizar os atos dos outros.

Não foi à toa, portanto, que os brasileiros oprimidos que testemunharam esse verdadeiro milagre se tivessem encantado a ponto de dedicar sua vida a fazê-lo acontecer também no Brasil.

Foi em nome desses princípios que nasceu a República. E foi para preservá-los que foram feitas a Revolução de 1930, a Revolução de 1932, a redemocratização de 1945, o contragolpe de 1964 e a redemocratização de 1985.

Getúlio traiu como Lula, a bandeira da “ética na política”, que levou os dois ao poder, em 1930 e em 2002. Getúlio, adiando a convocação de uma Constituinte e nomeando títeres como governadores dos Estados até que São Paulo se levantasse contra a sua ditadura não declarada, em 1932; Lula, aliando-se a todos os “carcomidos” da política, que se elegeu atacando, para se perenizar no poder.

Foram 87 dias de uma guerra desigual contra os Exércitos da União. São Paulo foi derrotado militarmente, mas teve uma vitória moral tão indiscutível que Getúlio, depois de devolver o governo do Estado a lideranças paulistas (na pessoa de Armando Salles de Oliveira), sentiu-se constrangido a convocar finalmente a Constituinte que deu ao Brasil, em 1934, a única Constituição verdadeiramente democrática que o País teve.

Tão democrática que o caudilho não conseguiu conviver com ela e “fechou” o País, em 1937, impondo a sua própria lei e reinstalando a ditadura. Um movimento semelhante ao que o PT repetiu agora com o Decreto 8.243, que segue vigendo, recorde-se, e determina que nossas leis passarão a ser feitas não mais exclusivamente por um Congresso legitimado pelo voto de todos os brasileiros, mas pelos “movimentos sociais” que o partido escolher.

Um dos primeiros atos da ditadura varguista foi queimar cerimonialmente as bandeiras dos Estados da Federação. O PT também trata de centralizar o poder, mas por meio de uma sucessão de medidas provisórias e outros expedientes sub-reptícios que, passo a passo, vão tirando atribuições e fontes de arrecadação dos Estados e municípios, de modo a deixá-los totalmente dependentes da União.

Getúlio fechou o Congresso; o PT subornou o Congresso. Getúlio instalou um Poder Judiciário teleguiado; o PT criou um Poder Judiciário colonizado. Getúlio instituiu o regime em que “para os amigos, (o Estado dava) tudo; para os inimigos, (o Estado aplicava) a lei”; o PT instituiu o sistema dos vazamentos seletivos para a imprensa dos “podres” de seus adversários políticos, verdadeiros ou falsos, de par com as suítes especiais nos presídios para os poucos “amigos” condenados antes da desmontagem do Poder Judiciário. Getúlio criou a indústria de base e a distribuiu entre os “amigos” que financiavam o regime; o PT reverteu a economia democratizada que recebeu na política dos “campeões nacionais” donos de monopólios financiados com dinheiro público, hoje os maiores contribuintes de suas campanhas. Getúlio seduziu o povão com a outorga de direitos sem a contrapartida de deveres; o PT seduziu o povão com os salários sem a contrapartida do trabalho. Getúlio criou os sindicatos pelegos sustentados pelo Estado; Lula e o PT são o produto direto deles.

São Paulo resistiu sozinho a Getúlio; São Paulo vem resistindo quase sozinho ao PT. A luta de 1932, portanto, ainda não acabou. E em outubro próximo haverá mais uma batalha decisiva.

Autoria do Jornalista: FERNÃO LARA MESQUITA- publicada no jornal:

O Estado de São Paulo no dia 23/07/2014

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Finalizando

“Imagine – O Brasil, sem corruptos, nem corruptores, você pode me achar um sonhador, mas eu não sou o único, espero que um dia você se junte a nós e o Brasil será de todos”.

Renato Cesar Vargas Martins

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-01/08/2014

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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