Polícia do Rio de Janeiro precisa apertar as “laranjas” para chegar aos Fazendeiros da “Máfia dos Ingressos”

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Nos últimos dias, em trabalho de tirar o chapéu, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, na Operação Jules Rimet, identificou e prendeu diversos integrantes da “Máfia dos Ingressos”, que, há anos, presta serviços a gente graúda da FIFA.

Raymond Whelan, principal executivo (CEO) da Match Services, é, até o momento, o principal nome entre os detidos, que tem também o empresário de jogadores franco-argelino, Mohamed Lamíne Fofana, ligado a diversos nomes importantes do esporte.

Porém, todos eles, inclusive os citados, não passam de entrepostos de gente bem mais graúda, com poder e dinheiro até para interferir nas investigações.

A Polícia carioca, brilhante, até então, precisa ficar atenta, acelerar ainda mais os trabalhos e apertar as “laranjas”, dentro dos limites da Lei, para que os “fazendeiros” sejam expostos publicamente, e, posteriormente, punidos a contento.

Um dos principais suspeitos, já desmascarado anteriormente pelo jornalista britânico Andrew Jennings, é Phillipe Blatter, sobrinho do Presidente da FIFA, Joshep Blatter, sócio da Match, que estaria ocultando a presença do dirigente no negócio.

Faz-se necessário, também, investigar os compradores, na grande totalidade gente de alto poder aquisitivo, alguns até famosos, e que, certamente, tinham ciência de que praticavam atos à margem da legislação nacional.

Estes sequer precisarão ser apertados para confessar, tamanho o desespero da imputação dos nomes nos episódios, e, certamente, colaborarão em troca de anonimato ou redução de seus problemas nos processos.

 

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