Empresa gestora do “Fielzão” tem Capital Social de R$ 700 mil*
No próximo sábado, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reunirá para aprovar novo empréstimo, R$ 350 milhões, para as obras do “Fielzão”.
Dinheiro que irá ampliar ainda mais a dívida do clube, que ultrapassa R$ 1 bilhão no estádio, R$ 250 milhões no Balanço e quase R$ 200 milhões em impostos.
Porém, duas situações, graves, e que certamente não serão postas à mesa dos conselheiros, precisam ser analisadas.
Pelo Item 7 do contrato firmado entre Corinthians e os proprietários, no papel, do estádio, todo e qualquer dinheiro deve ser destinado ao grupo de empresas que tem a BRL Trust como gestora.
Ou seja, diferentemente do que se diz na pauta da reunião, o dinheiro tem que ser enviado, necessariamente a um terceiro, que daí decidirá sua melhor utilização.
Mas chama a atenção, além do fato da BRL, e seus proprietários, terem ficado com bens indiponíveis a pedido da Justiça Federal, recentemente, e da empresa ter pagado, no mês passado, R$ 10 milhões para evitar processo criminal por fraude, a “riqueza” de seu patrimônio.
Segundo Balanço da BRL TRUST, auditado pela BDO RCS, empresa do Diretor Financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, que, portanto, tem domínio sobre o fato, o Capital Social da proprietária do “Fielzão” está avaliado em R$ 700 mil, divididos em 700 mil ações.*
Ínfimo perto do valor do estádio.
Ou seja, um grupo complicado, e sem recursos, “oficiais”, condizentes com a operação que comanda, além de ser responsável por uma obra de mais de R$ 1 bilhão, pode ser agraciado, no próximo sábado, com a entrada de mais R$ 350 milhões, com a dívida, ou seja, a assinatura do empréstimo, de responsabilidade do Corinthians.
É ou não uma farra ?
Ou “Golpe de Estádio”, como demonstraram diversas matérias do Blog do Paulinho, nos últimos meses.
*Corrigido



