Aidar, Kaká e a porta da geladeira
“Gostaria muito de ter o Kaká. É alfabetizado, tem todos os dentes na boca, bonito, fala bem…”
A cada declaração à imprensa, o presidente do São Pàulo, Carlos Miguel Aidar, reforça o temor, explicitado em diversos textos deste blog, sobre prováveis desvios de conduta, e, pior, talvez de caráter, em sua gestão.
Ao dizer os motivos que o levariam a contratar Kaká, aparentemente, quis fazer graça, porém, claramente sem talento para o ofício.
Pior, demonstrou, implicitamente, alguma arrogância, e, por que não, preconceito.
Aidar parece deslumbrado com a vitória, e o poder, mas precisa entender que seu trabalho é o de organizar e dirigir o São Paulo, não dizer bobagens a cada abertura de geladeira.
Até porque, se estivesse falando sério sobre Kaká – se é que não estava – teria de lembrar que, apesar de ter os dentes na boca, ser bonito e falar bem, o atacante dava dinheiro a pastores criminosos, tendo, inclusive, ocultado o casal Hernandez em sua residência quando estes já eram procurados pela Justiça.
Sem contar a falta absoluta de bom gosto, e cultura (que nada tem a ver com alfabetização) ao ter condições de realizar seu casamento no esplendoroso Duomo de Milão, mas ter preferido fazê-lo num galpão cheirando a urina, em São Paulo, sob as “bençãos ” de gente que escondeu dinheiro na Bíblia para lavá-lo fora do país.
Muitos feios e desdentados, alguns analfabetos, que Aidar não gostaria de ver no São Paulo, seriam incapazes de tamanha burrice.

