27/08 – O Dia “D” da Democracia Corinthiana – Um dia para entrar na história

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Por Dr. HAROLDO DANTAS

No próximo sábado, dia 27/08, os nobres conselheiros do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA se reunirão, em assembleia extraordinária do Conselho Deliberativo para decidir sobre a reforma estatutária prometida em campanha pelos conselheiros trienais eleitos em fevereiro de 2015.

Outros assuntos também serão objeto da assembleia, alguns de muita importância, mas o que está sendo objeto de intensos debates é mesmo a reforma do sistema eleitoral. O FIM DO CHAPÃO.

No dia 07/08 escrevi sobre o assunto, apontando o que a meu ver são as principais características de cada uma das propostas que tomaram maior relevo, o que denominei de Proposta I (da Comissão do Conselho), Proposta II (de conselheiros) e Proposta III (assinada por associados e conselheiros).

Destaquei que entre a Proposta I e a Proposta II a única diferença é que na Proposta I a composição das chapas pode ser de 50 a 200 candidatos, enquanto que a Proposta II prevê apenas uma forma de composição das chapas. Chapas de 200 candidatos (número de vagas em disputa).

O sistema de eleição em ambas as propostas é o PROPORCIONAL, dando ao eleitor a possibilidade de escolha individual dos candidatos (cada eleitor poderá votar em até 5 candidatos de sua livre escolha, podendo inclusive variar de chapas), ou optar pelo voto na chapa, quando então serão computados 5 votos para a chapa escolhida. Ao final da votação serão apurados o quociente eleitoral de cada chapa e determinado o número de candidatos eleitos em cada chapa levando-se em conta a votação individual de cada candidato.

Já a Proposta III se destaca por ser a única que estabelece o sistema absoluto de votação, sem dar ao associado/eleitor a possibilidade de escolher individualmente os seus candidatos. Muito semelhante ao sistema que se procura acabar (chapão), pela proposta apresentada o eleitor será obrigado a votar em chapas fechadas de 25 candidatos (no chapão a opção é votar em chapas de 250), sendo eleitas as 8 mais votadas, ficando as duas subsequentes com as vagas dos conselheiros suplentes (no chapão se elege a mais votada).

Há ainda uma quarta proposta para o estabelecimento do sistema de votação individual. Por essa proposta não há a necessidade de formação de chapas, cada candidato corre solitário atrás de seus votos e ao final das eleições os 200 mais votados são eleitos.

Tudo isso, todavia, só poderá entrar em debate se os conselheiros, preliminarmente, votarem pela alteração estatutária prometida em campanha, votarem pelo FIM DO CHAPÃO.

Conforme deliberado pelo Presidente do Conselho Deliberativo, a primeira proposta a ser colocada em votação será um SIM ou não pela reforma estatutária do sistema eleitoral. Para que a DEMOCRACIA seja restabelecida será necessário um simples SIM à reforma estatutária e o fim do CHAPÃO (assim apelidado o sistema eleitoral que prevê a forma absoluta de eleição, segundo a qual a chapa que obtêm maior votação elege todos os seus 200 candidatos e os 50 suplentes). Isso quer dizer que, se na primeira deliberação os conselheiros optarem pelo não (o que se coloca apenas para argumentar), todo o resto do debate não acontecerá. Por isso é imperiosa a ação dos associados do CORINTHIANS no sentido de exigir dos conselheiros trienais o CUMPRIMENTO DA PALAVRA DADA. Exigir o SIM à reforma estatutária. O SIM ao fim do chapão.

Deliberado pelo SIM à reforma estatutária será imperioso que se faça uma reforma de verdade, uma reforma que resgate ao CORINTHIANS e seus associados a verdadeira DEMOCRACIA, sistema que dá ao associado a liberdade de escolha, chapas (conjunto de pessoas) ou pessoas em suas individualidades, sempre obedecendo a proporção de votos dados a cada candidato ou chapa como elemento definidor dos eleitos. Não se pode cogitar a possibilidade de termos pessoas eleitas sem votos, não se pode trocar 6 por meia dúzia pensando que se está fazendo mudança.

(*) M.M.D.C. é o acrônimo pelo qual se tornou conhecido o levante revolucionário paulista, em virtude das iniciais dos nomes dos manifestantes paulistas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo mortos pelas tropas federais num confronto ocorrido em 23 de maio de1932, que antecedeu e originou a Revolução Constitucionalista de 1932.

(**) Estamos pegando uma carona no importante Levante Revolucionário Paulista para criar com o mesmo acrônimo, o Movimento Memória da Democracia Corinthiana. A DEMOCRACIA que precisa ser resgatada.

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