Sheik e o helicóptero do “padrinho”, no Corinthians

sheik helicoptero

Em 2012, o então atacante do Corinthians, Emerson Sheik, no auge das festas com o amigo “Padrinho”, traficante preso pela PF após enviar 4 toneladas de cocaína ao exterior, vez por outra, chegava atrasado aos treinos do Timão.

Estranhamente, como se nada pudessem fazer, ou talvez por medo, dirigentes do clube tratavam os episódios como “folclóricos”.

Em alguns deles, Sheik, de maneira ousada e ostensiva, ocasionando, obviamente, pelos privilégios, desconforto em seus companheiros, chegava ao CT do Corinthians a bordo de um helicóptero, sempre alugado na mesma empresa, a Helimarte Taxi Aéreo.

R$ 18 mil por viagem, era o custo.

A imprensa, que acredita em duendes e não questiona, sequer, a improbabilidade do custo benefício, contou a história em tom divertido, quase jocoso, sem, também, identificar a conivência e falta de cobrança dos dirigentes.

À época cuidavam do departamento de futebol, os postes Roberto “da Nova” Andrade e Duílio do “Bingo”, que, não por acaso, viajou para o carnaval da Bahia, com Sheik, no jatinho do amigo “padrinho”.

Numa das viagens de Sheik ao Corinthians, e, tudo indica, até pela repetição da empresa aérea, também nas outras, a conta da viagem foi paga pelo traficante “Padrinho”, que, no dia específico, bancou também as “festividades” na mansão do atleta, em Alphaville.

Com direito a comes, bebes e muita “diversão”.

O delegado de polícia, que recebeu “Padrinho” em sua sala para assinar contrato de jogador – fato raro nos procedimentos do clube – fechou os olhos, sem perceber, porém, que suas atitudes, coniventes, desencadeariam – como de fato ocorreu – a evidente inconformidade daqueles que não aceitariam os privilégios, muito menos a aproximação com a criminalidade.

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