Juvenal Juvêncio oculta verdades sobre o Morumbi na ESPN Brasil

juvenal bravo

Ontem, em entrevista a ESPN Brasil, pelo menos no trecho disponibilizado pela emissora (o programa completo ainda irá ao ar), observou-se, de fato, como bem disse o amigo Juca Kfouri, um Juvenal Juvêncio disposto a falar, mas, por razões óbvias, somente o que lhe era favorável.

O presidente do São Paulo, em clara defesa do clube, contou, a sua maneira, meias verdades, que sequer passam perto do que realmente aconteceu para a não indicação do estádio do Morumbi à Copa do Mundo.

O fator principal, e algumas tratativas, foram totalmente ocultadas.

É fato que o Governador Jose Serra preferia ter o estádio do Palmeiras no Mundial, embora, esse desejo pessoal, em momento algum, interferiu na escolha.

Juvenal disse que Lula e Andres Sanches apoiavam o Morumbi na Copa, mas deixou de esclarecer que, no referido período, não havia outro estádio em São Paulo com capacidade suficiente para receber a partida inaugural, e o projeto do “Fielzão” ainda estava engatinhando na cabeça dos petistas.

Serra, diferentemente do que afirma Juvenal, muito antes de querer entrar numa queda de braço com Lula, sabia que perder a abertura seria bem mais prejudicial a sua carreira política do que tê-la e dar as glórias ao adversário do PT.

Razão pela qual, mesmo contrariado – se é que estava – concedeu prazo para que o Tricolor apresentasse projeto e investidores para a reforma do Morumbi.

O tempo passou, os prazos foram sendo renovados e Juvenal, acreditando que quanto mais esperasse, mais o Governo teria que ajudar – financeiramente, inclusive – pouco se mexeu.

Deu tempo, portanto, para que Lula – a quem elogia – e Sanches viabilizassem o “Fielzão”, e a rasteira no Tricolor fosse efetivada.

Se Juvenal Juvêncio tivesse apresentado, nos diversos prazos que recebeu, um mínimo de planejamento, e não esperasse, como se fosse a única alternativa – embora fosse, à época – pelo socorro do Governo, o estádio do Morumbi teria sido definido pela FIFA como sede da abertura, e o “Fielzão” jamais teria saído do papel.

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