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Duas lutas que o Bom Senso FC não pode deixar passar

bom senso fc

Entre as revindicações – justas – que o Bom Senso FC tem trabalhado para implementar no dia a dia do futebol brasileiro, há duas lutas importantes que precisam ser inseridas na agenda das manifestações.

Ontem, a CBF anunciou que abrirá mais duas vagas para jogadores estrangeiros atuarem no Brasil, passando, então, o limite de três para cinco, numa mesma súmula, sem limite para contratação, desde que não ultrapassem os cinco inscritos numa mesma partida.

Será um duro golpe nas categorias de base das equipes – que hoje, quase mortas, quando não servem aos interesses de empresários acabam por exportar seus melhores valores ainda meninos – e uma desvalorização preocupante para o atleta profissional do Brasil.

Há tempo ainda de reverter a ação antes que ela passe a valer já no início dos estaduais.

Outra luta, absolutamente necessária, mas que, certamente, ocasionará protestos dentro do próprio Bom Senso FC, é a necessidade, urgente, de acabar com a figura do empresário nas transações de futebol.

Clubes e jogadores não necessitam de intermediários para negociar o que lhes é de direito.

A única explicação para a manutenção desse sistema é o apoio a corrupção.

Ou seja, jogadores e dirigentes precisam levar um “por fora” nos negócios e o fazem – sem alarde e rastros – depositando as quantias nas contas dos referidos empresários

Encarecem o futebol, roubam os clubes e permitem a promiscuidade sem limites dos dias atuais.

Resta saber se os principais líderes do Bom Senso FC, atletas de ponta, todos beneficiados pelo sistema descrito, terão coragem de cortar da própria carne para o bem do futebol brasileiro, deixando de ser sócios ocultos, que são, de dirigentes e agentes do esporte.

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6 comentários sobre “Duas lutas que o Bom Senso FC não pode deixar passar

  1. Parabéns Paulinho, por apoiar a ideia de extinguir por completo a figura nefasta do “empresario de jogador” Em países como o Brasil e outros do quinto mundo, hoje chamados de países em desenvolvimento, estes parasitas surgem como erva daninha, usando o futebol para as mais absurdas e criminosas atividades, exp. atual, a quadrilha desbaratada em Minas Gerais.

    Lembro-me de alguém, o único aliás, que expulsava com a vassoura, para bem longe dos muros de São Januário,esses párias do esporte, contrariando interesses de muitos ligados inclusive à mídia esportiva.

  2. Esse Bom Senso é um grande engodo! Esses “jogadores” só estão preocupados com alguns “benefícios” próprios. Não estão nem aí para os Clubes nem para o Torcedor…Faz muito bem a CBF em não dar atenção a esse bando de mercenários que só querem se dar bem. Deveriam incluir, também, nas “negociações” uma proposta de adequação salarial proporcional à redução da carga de trabalho que estão pleiteando. Mas duvido muito que queiram uma “pequena” redução de seus salários e das “comissões” de seus “Empresários” e dos “Dirigentes”…Deveriam também proporcionar mais transparência principalmente sobre os impostos que devem pagar, principalmente o famigerado Imposto de Renda, que todo o trabalhador comum já tem o desconto na fonte, sem chances de “sonegar” como fazem os “atletas” através de “Empresas” em paraísos fiscais…

  3. Paulinho, eu nao sei o que passa na cabeça desses caras que criticam, que vantagem que esses jogadores vao levar, se a grande maioria sao todos fim de carreira?

  4. Quanto as estrangeiros , não vejo mal nenhum em aumentar , diferente de muitos parasitas que acham que merecem ganhar 100 200 mil , agora eles vão dar muita sorte se conseguirem ganhar 50 mil

  5. A grande maioria dos jogadores faz um contrato de 200 mil, por exemplo, recebendo 70, 100 mil por mês, ficando o restante dividido entre o “empresário” e os dirigentes, que recebem a sua “mesada”, parte no “negócio de ocasião”. Isso justifica perfeitamente o fato de que há contratações inexplicáveis nos clubes. Os sócios desses clubes nada podem fazer, eis que os Conselhos Deliberativos, recheados de promotores, juízes, advogados, delegados, etc. dão guarida às negociatas, pois, embora sabendo de tudo, acreditam que “isso é normal no futebol”, “o futebol foi sempre assim”, etc. Um monte de babaquices. Permitem tudo aos dirigenters, porque são da “mesma corrente política”. E os de oposição só ficam esperando a sua vez, portanto, ninguém faz nada. Enquanto isso, alimentam a “paixão” da torcida, porque é dali que vem o seu ganha-pão. Não fica nem um pouco isenta a MÍDIA. Basta ver o que publicam. E nem se desculpam quando o que “previram” não acontece, ou quando fazem de conta que não sabiam de nada, ao estourar um escândalo. Aliás, “não saber de nada” é uma coisa comum neste país. É dose.

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