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Orientações do Rio-2016 estão matando o esporte brasileiro

Nuzman mente e desafia Ministério do Esporte

Por ALBERTO MURRAY NETO

Se Você conversar com Confederações da maioria das modalidades, elas lhe dirão que os poucos recursos que têm disponíveis destinam-se ao tal alto rendimento, em vista dos Jogos Olímpicos de 2.016.

Essa é a frequente desculpa da maioria delas para não dar apoio às categorias de base.

A ânsia desenfreada do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) por medalhas em 2.016 está matando o esporte brasileiro.

A orientação do COB para suas filiadas é de que todos os esforços sejam concentrados nos atletas de performance.

Outro dia o jornalista Paulo Roberto Conde, da Folha de São Paulo, descortinou a situação dramática em que vivem as seleções de base da Ginástica, que competem em torneios no exterior com despesas pagas pelos pais, ou pelos clubes. Ou seja, a Confederação Brasileira de Ginástica simplesmente inexiste para os jovens atletas. talvez até atrapalhe porque ao mesmo tempo que não lhe ajuda em nada, cobra taxas dos clubes e exige de seus atletas o preenchimento de formulários burocráticos e inúteis.

Indagada, a Confederação Brasileira de Ginástica alegou falta de recursos para a base. Já o COB, quando perguntado, disse que não recebera da Confederação Brasileira de Ginástica nenhum pedido de liberação de dinheiro para nenhum projeto para as seleções infantis e juvenis. É um jogo de empurra.

E essa situação de descalabro não afeta apenas a ginástica. Noventa e cinco por cento das modalidades olímpicas funcionam assim.

O COB tem muito medo de um grande fiasco em 2.016. Ocorre que em poucos anos não fará aquilo que já deveria ter feito em vinte. Nuzman foi um fracasso como administrador olímpico. Com tanto dinheiro poderia ter feito muito mais. Veja quanto custou aos cofres públicos cada medalha conquistada na era Nuzman. Nuzman esteve mais preocupado em organizar eventos do que estabelecer bases sólidas e educacionais de longo prazo para o olimpismo do Brasil. Com dinheiro se faz isso. Mas a ideologia de Nuzman é outra. Ele opta pela elite.

A participação do Brasil em 2.016 será dentro disso que temos visto nos últimos anos, com pequenas variações de medalhas, talvez algumas mais, talvez algumas menos. Mas o Brasil estará muito longe de se ter consolidado como uma potência esportiva mundial.

Se ganhar algumas medalhas mais, até com a tropicalização de alguns atletas estrangeiros com nacionalidade brasileira, o COB pode maquilar a imagem e passar para a sociedade a impressão de que melhoramos.

Como o Brasil não tem mentalidade olímpica e não entende do assunto, é capaz de engolir o embuste.

Se o Brasil piorar sua situação no quadro de medalhas, todos aqueles quem empreenderam esforços e dinheiro para o esporte reclamarão, principalmente as empresas estatais. Vão achar que o esforço não valeu a pena. E no momento seguinte ao fim da aventura olímpica brasileira serão capazes de cancelar seus investimentos esportivos, buscando outras alternativas de marketing.

O grande medo de quem vive e realmente preocupa-se com o desenvolvimento do esporte e não de quem somente dele quer se beneficiar é o que acontecerá após 2.016.

Notem que se hoje não há projetos para a base esportiva no Brasil, após 2.016 não há projetos para coisa alguma, nem para a alta performance. E se o Brasil não agradar em 2.016, as estatais, os políticos da base e o governo definitivamente tirarão do esporte qualquer prioridade. Dirão assim: “Investimos e não deu certo”. Terão que observar que não terá dado certo porque investiram mal, porque os dirigentes olímpicos são ruins.

Como no Brasil não se investe na estrutura de base, vamos seguir patinando. Se todo esse dinheiro investido no esporte nos últimos vinte anos tivesse sido investido na base do nosso esporte, de forma correta, estaríamos em condições muito melhores para disputar os Jogos Olímpicos de 2.016, 2.020 e assim por diante.

E teríamos um País de mentalidade olímpica, com muito mais saúde.

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11 comentários sobre “Orientações do Rio-2016 estão matando o esporte brasileiro

  1. Essa é para os ingnorantes que defediam e queriam que o Rio fosse sede da abertura da copa.. isso serve para mostrar o que tem de pior para os favelados cariocas que aqui comentam:
    O estadio do maracanã com obras superfaturadas fizeram com que o dinheiro que foi usado para reforma-lo daria para construir um estadio do zero!
    Isso só para citar um pouco do que rola por lá!!!

  2. seu “ingnorante” hhahahahahahahahahahahaha

    Só pra constar….o Isentão já está custando o preço de dois estadios de Wembley,um dos mais modernos do mundo,Vai vendo seu”INGNORANTE” E vem falar do Maracanã?

  3. A copa ainda é nossa! Disse:

    dezembro 6, 2013 às 8:17 am

    E o que foi gasto no caixotão de Itaquera daria para construir Wembley….e ainda sobraria muito $$$

  4. A copa ainda é nossa! Disse:
    dezembro 6, 2013 às 8:17 am

    A MODERNA Arena Corinthians, não custará mais que R$ 820 milhões, ninguém conhece outros valores oficialmente, portanto, o custo é de R$ 820 milhões.

    Quando a CONSTRUTORA ou alguém OFICIALMENTE informar outro valor eu acredito, se não for assim é especula e “falação” nada além disso.

    E as negociações continuam aumentando, nome por 10 anos praticamente fecha por R$ 450 milhões, Mac fechando, outros virão, tem camarotes, cadeiras, estacionamento e espaços diversos. Vai faltar COTOVELOL e ansiolíticos para muitos, pois a ira está cada dia que passa, maior.

    Bom final de semana!!

  5. seu “ingnorante” como diria o a copa é nossa.

    Ganbá toy,Gayvota mini…o assunto aqui é olimpiadas
    voce parece bobo absolut babaca.
    Seu “muderno”estadio ja foi mais de 1 bi e vai muito mais até abril
    daria pra construir dois estadios de Wembley,esse sim um estadio moderno não aquele caixote la em itaquera.

  6. Se este país fosse sério, em todas as olimpíadas ganharíamos tantas medalhas, quanto USA e CHINA, mas a realidade dos atletas de outras modalidades que não sejam futebol masculino, vôlei e basquete é bem difícil, eles, têm que se virar com paitrocinio, rifas, modestos patrocinadores, praticamente pedem esmolas para representar o país. Treinam descalços, em chão batido, com equipamentos sucateados ou improvisados (os irmãos do boxe treinavam batendo numa bananeira). Enquanto isso, a cartolagem enche as burras com o dinheiro que nunca chegará aos atletas. O esporte deveria ser incentivado em todas as escolas, desde a mais tenra infância, como é feito nos países sérios, alguns destes nem são tão ricos, tem suas crises, mas valorizam o esporte. Aqui é esta baixaria. E o povão iludido fica feliz com copa e olimPIADAS.

  7. A copa ainda é nossa! Disse:
    dezembro 6, 2013 às 8:17 am

    Ainda bem que falei com você, mas os intrometidos não se emendam, IMPLORAM ATENÇÃO, tenho dó deles, coitadinhos!!!

    Bom final de semana!!!

  8. Paulinho e aquela história de racismo?
    Além da homenagem ao Mandela teve tantos artistas negros. Vc não acha que deu uma escorregada no tomate naquela história do Lázaro Ramos e da Camila Pitanga?

  9. Realmente é triste , aí meu ver os clubes que se consideram grandes deveriam incentivar TODOS OS ESPORTES , o FlorminenC não ser orgulha daquela premiação que receberam em 49 se não me engano , teriam que ter a obrigação cede apoiar todos os esportes

  10. tem muita coisa em jogo por traz da decisão do didator bambi tricolixo zé da medalha de aumentar os números de jogadores extrangeiros para os clubes a partir de 2014!
    essa decisão foi tomada para que ele consiga mais apoio politico para as eleições da CBF em 2014 e é claro para que seu time predileto o SPFW se saia bem.
    veja o que diz esse trecho do blog do cosme rimoli, um verdadeiro jornalista que não esconde a verdade e entende como ninguém sobre os bastidores do futebol brasileiro sem dar tratamento diferenciado a clube A ou B:

    comemora Marin.

    Ele está satisfeito demais aqui na Costa do Sauípe.

    O dirigente fechou um acordo político importante.

    Com seu grande inimigo na eleição do próximo ano.

    Com o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto.

    Há muito tempo, ele tentava uma mudança na legislação brasileira.

    Queria ver aumentado o número de estrangeiros nos times brasileiros.

    Era um pedido de seus filiados, Internacional e Grêmio.

    O estado que fica no extremo sul do país tem facilidade em contratar.

    Argentinos e uruguaios.

    Há muito tempo requisitava o fato de os times poderem atuar com mais jogadores de fora.

    E finalmente Marin cedeu.

    O número de atletas poderá chegar até cinco atletas.

    Talvez quatro em campo e um no banco.

    Ou até os cinco atuando.

    Não está definido.

    Mas o Brasil será mais liberal em relação aos estrangeiros.

    Muita gente vê uma aproximação entre Noveletto e Marin.

    O atual presidente da CBF já tem apoio suficiente para fazer seu sucessor.

    Eleger Marco Polo del Nero.

    Mas ele segue com a ideia fixa de não viabilizar a oposição.

    Não dar chance qualquer para Andrés Sanchez.

    Tomar seu maior cabo eleitoral, o presidente gaúcho, seria sensacional.

    O dirigente da CBF está em estado de graça.

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