A pífia gestão dos mais variados departamentos de futebol do Corinthians – profissional e de base – tem explicação absolutamente lógica, fácil de ser demonstrada.

Os “profissionais” que tem a responsabilidade de geri-los não são do ramo.

Todos os cargos foram distribuídos para que atual gestão alvinegra pudesse agradar seus pares políticos.

Nenhum por meritocracia.

No futebol profissional, tirante o treinador Tite, absolutamente competente – talvez, por isso, boicotado – os outros dirigentes são pura enganação.

O diretor de futebol, Roberto Andrade (da Nova) – cargo de maior responsabilidade no Corinthians – que aparece cotado à presidência do clube, nunca foi gestor de coisa alguma – embora parte da mídia tenha comprado a mentira de ex-administrador.

Na verdade, era vendedor de carros, ainda assim, não dos melhores.

Duílio Monteiro Alves (do Bingo), diretor adjunto, como o próprio apelido remete, de jogo só conhece a “jogatina”, local em que, vez por outra, carrega, inadequadamente, algum jogador do elenco.

Além disso, seu pai, Adilson Monteiro Alves, enquanto no Governo paulistano, também se metia a dar ordens no DETRAN, período em que o atual presidente do Corinthians, delegado Mario Gobbi, além de seus parceiros, pintaram e bordaram no local.

Ou seja, sua nomeação nada mais é do que gesto de pura gratidão.

Na base, que deveria ser a “galinha dos ovos de ouro”, mas que nada fornece de jogadores ao elenco principal desde que o goleiro Julio Cesar foi revelado, em 2005, ainda na gestão Dualib (que também foi campeão mundial pelo clube), o responsável, Fernando Alba, é dono de estacionamentos, e, como “experiência” em esportes, ocupou o cargo de diretor de “piscinas”.

Não poderia mesmo dar certo.

O que dizer, então, do presidente Mario Gobbi, que, se fosse do ramo, poderia tentar colocar ordem na casa ?

Suas próprias palavras, em reuniões do Conselho Deliberativo, dizendo que “não gosta de futebol”, e “que não frequenta estádios”, dão a tônica de como o problema alvinegro não é de fácil solução.

O resumo da ópera é simples: contratações – milionárias – mal realizadas, gestão de crise ineficiente, dinheiro jogado no ralo, além de falta de alicerce (jogadores jovens) para recorrer no caso de necessidade.

Facebook Comments
Advertisements