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Auditoria explica porque WTORRE quer abandonar projeto da Arena Palestra

Tivemos acesso a uma auditoria, de resultado assutador, realizada pela KPMG Auditores Independentes, assinada por Ederson Rodrigues de Carvalho, que abrangeu todo o grupo WTorre, além de suas controladoras, que demonstra, claramente, as razões da empresa estar querendo abandonar o barco da construção da Arena Palestra, inventando desculpas e confusões, no intuito de ser ainda ressarcida de seus gastos.

A empresa está precisando, e muito, do dinheiro.

No resumo, a WTorre deve R$ 1,7 bilhões no mercado, tendo como previsão de receitas apenas R$ 579,2 milhões.

O desespero é tão grande que obrigou a empresa (todo o grupo), em fevereiro de 2013, a lançar mão de 10 mil debentures (empréstimo), no valor de R$ 800 milhões, com Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI, HSBC, ABC Brasil e PIne, segundo a auditoria, “com a finalidade de pagamento de passivos”.

A WTorre já havia lançado mão do mesmo expediente, meses atrás, para colocar dinheiro nas obras da Arena Palestra, ou seja, tudo o que investiu no empreendimento é originário de empréstimo, e agora, não possui recursos para cobri-lo, mesmo com a entrada do dinheiro dos “naming-rights”, vendido por valor abaixo da dívida total, que já ultrapassa os R$ 600 milhões.

Sem contar que, além dos problemas descritos acima, a WTorre, segundo a KPGM, encerrou 2012 com R$ 887,5 milhões tomados em empréstimos de outras instituições, além de mais R$ 738,2 milhões, por intermédio de controladoras.

Em dezembro de 2012, notra ação de desespero, Walter Torre Junior teve que ceder ao Bradesco, para amortizar dívida de R$ 214 milhões, com empréstimos e financiamentos, terreno em nome da WTORRE Paraupebas, referente ao empreendimento “Viver Bem Paraupebas -PA”.

No campo da analise da auditoria, denominado “estimativas de perdas judiciais”, sejam elas trabalhistas, civeis, ambientais ou tributárias, o valor previsto é o de R$ 26,7 milhões para a o grupo WTorre, além de R$ 19,9 milhões de suas controladoras.

Há ainda o item “Prejuízos Fiscais”, contados como R$ 251,2 milhões para a WTorre, e R$ 164,2 milhões para as controladoras.

Não poderíamos, evidentemente, deixar de fora o cálculo de juros a serem pagos sobre empréstimos, CRI, Debentures, etc, na casa de R$ 164 milhões para a WTORRE e R$ 79,1 milhões, das controladoras.

Ou seja, a situação financeira da WTorre, atualmente, é ainda pior do que a que denunciamos, quando ainda tentava se aprovar a parceria com o Palmeiras na construção da Arena Palestra, mascarada por empréstimos, emissões de debentures, e todo o tipo de subterfúgio existente para demonstrar uma saúde financeira absolutamente inexistente.

Com tantas informações de mercado, facilmente encontrada por nossa reportagem, fica difícil acreditar que os responsáveis pelo negócio, por parte do clube, pessoas importantes e esclarecidas, sejam enganados, mas, sim, que tenham se tornado, mesmo que ocultamente, bem mais parceiros do empreendedor, do que do Palmeiras.

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