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O grande equívoco de dois jornalistas

espn gremio

Jornalista pode torcer, mas não distorcer, muito menos desrespeitar a inteligência de seu leitor.

Entender, principalmente, que as expressões utilizadas publicamente não devem ser fruto de desabafo pessoal, mas contextualizadas em analise condizente com fatos, mesmo que estes não agradem a quem precisa analisa-los.

Diferentemente do leitor, mídias sociais para jornalistas são extensão de trabalho, e não podem se dar ao luxo de falar qualquer tipo de bobagem.

Erraram, feio, os jornalistas Flavio Gomes e Arnaldo Ribeiro, ambos da ótima ESPN Brasil, ao utilizarem-se do twitter após a derrota da Portuguesa para o Grêmio, por três a dois.

Primeiro, entrando no mérito da questão, embora a Lusa tenha sido prejudicada pela marcação de uma penalidade inexistente ao final da partida, o Grêmio também o foi, quando teve gol anulado de maneira errônea, em impedimento que também não houve, em ação bem mais prejudicial do que a reclamada pelos jornalistas.

Depois porque jornalista não está na imprensa para defender clube que torce, a todo custo.

Tem sim a obrigação de apontar os equívocos, e a Lusa tem diversos, inclusive presidente que fez empréstimo pessoal dando patrimônio do clube como garantia, e ex-treinador PM que era acusado de chacina, digamos, coisa bem mais séria para gerar indignação do que um mero erro de arbitragem.

Arnaldo Ribeiro disse: “Por favor, monitorem ligações de Fabio Koff e cia para comissão de arbitragem e CBF nos últimos dias”.

Seria uma informação absolutamente relevante, jornalisticamente falando, em sendo verdadeira, se houvesse sido publicada antes do confronto citado na matéria, mas, aos esperar um revés do time de coração, a impressão que fica é de que não passa de fantasia criada pela cabeça de um torcedor descontrolado.

Tudo o que um jornalista não pode ser.

Ribeiro, para amenizar a questão, tem a obrigação de apresentar indícios que sustentem a afirmação, ou, ao menos, se desculpar pelo liberdade criativa ocasionada por um momento de excessos.

De qualquer maneira, seu equívoco, desde que não se repita, é, apesar da indignação justificada da direção gremista, perdoável.

Diferente é o caso do jornalista Flavio Gomes, muito, mas bem mais grave do que o de seu colega de ESPN.

“Juiz vagabundo, timinho escroto desde 1903. São muito machos no Sul. Mas adoram dar a bunda.”, disse o profissional.

Um desabafo inaceitável até para quem não é jornalista.

Tratar uma equipe com a história do Grêmio como “escroto desde 1903” é pura distorção da verdade.

Sem contar o preconceito e, diria até, demonstração de educação deficiente, do restante da frase.

Gomes tem que pedir desculpas de joelhos, não apenas ao torcedor gremista pela sua triste atitude, mas também a todos os seus leitores, telespectadores, ao canal do qual é contratado e também à classe jornalística, pelas bobagens que pronunciou.

É o mínimo que se espera, além de uma boa reflexão sobre o episódio, proporcionando ao próprio jornalista uma evolução como profissional.

Fica ainda o sincero desejo deste jornalista, colega de profissão, que também já errou, na vida e no ofício, que o episódio seja superado e sirva de lição, não apenas aos protagonistas, mas também a outros profissionais, evitando assim novos constrangimentos.

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