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Jornalismo esportivo está na UTI da televisão brasileira

Há mais de uma década, não havia programa que pudesse rivalizar com as tradicionais “mesas redondas”, quase sempre realizadas aos domingos, após as rodadas dos campeonatos, fossem eles regionais ou nacionais.

A audiência batia, por vezes, os dois dígitos, preocupando concorrentes doutras atrações, nos mesmos horários.

Fantásticas rodas de jornalistas tornaram-se lendas nas cabeças dos torcedores, como a FACIT, com Armando Nogueira, João Saldanha e Nelson Rodrigues, o Cartão Verde, com Juca Kfouri, Trajano e o Flavio Prado dos bons tempos, ou até a Mesa Redonda de Milton Peruzzi, na Gazeta.

O tempo passou e a qualidade despencou.

Ainda mais do que os números do IBOPE, cada vez mais rasos.

Hoje, comemora-se, 1, 2 pontos de audiência, e, quando chegam a 3, solta-se rojões nas redações.

Tirando as partidas de futebol, ao vivo, não há razões para que as emissoras sintam contentamento com o retorno esportivo na sua grade de programação.

A Rede Globo, por exemplo, nem se preocupa em realizar os referidos debates, a não ser em ocasiões especiais, como Copa do Mundo e Olimpíadas.

Mas, a grande culpa para a decadência no jornalismo esportivo televisivo é, justamente, das próprias emissoras, que mantém em seus quadros profisisonais absolutamente desqualificados em cargos de chefia.

Gente incapaz de perceber a deficiência moral dos “jornalistas” que comandam.

Analisando os programas que ainda estão no ar, verdadeiras aberrações são encontradas, com nenhuma responsabilidade jornalística, somente o desejo de lucrar, seja comercialmente, ou até mesmo com subterfúgios inconfessáveis.

Tirante a TV Cultura, que tem no Cartão Verde a melhor opção para os que não possuem programação a cabo, mesmo assim com claras limitações críticas, por ser uma emissora ligada ao Governo, fica difícil não mudar de canal.

O SBT, desistiu.

A Globo, apresenta apenas “programetes” ancorados por “Joãos Sorrisões”, sem nenhum aprofundamento intelectual.

A Record tenta imitar a Globo, e também não possui programas dignos de citação.

Um grande pecado é a Mesa Redonda da Gazeta, que, apesar de manter o formato clássico de outrora, nem de longe apresenta discussões relevantes, tomada que está por amarras editoriais, e acordos nada jornalísticos.

Wanderley Nogueira é uma ilha de isenção ao lado de um Flavio Prado “amarrado” e “bozos” que se vestem de jornalistas.

Desnecessário falar do que passa na tela da BAND, onde a opinião tem preço, e a decência inexiste na maior parte da programação.

Pobre Mauro Beting…

Sorte de quem tem TV a CABO, que pode ainda assistir ao Linha de Passe da ESPN Brasil, única sobrevivente de um jornalismo que há tanto tempo está em coma na UTI da mediocridade.

Um programa em que pode-se até odiar a opinião dos apresentadores, mas há a certeza de isenção e respeito à profissão.

Embora exista também algumas bobagens, como o BEM AMIGOS, da SPORTV, em que, além do padrão Global de entretenimento, todos são realmente “amigos”, até os que não são dignos de conviver em sociedade, como o tratado no programa como “Doutor”, Ricardo Teixeira.

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