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Kia Joorabchian é investigado por lavagem de dinheiro, fraude, estelionato e apropriação indébita, em Portugal

Mais uma vez, em Ação iniciada no final de 2011, que corre sob sigilo no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, o iraniano Kia Joorabchian encontra-se envolvido em encrencas.

Em primeira mão na imprensa mundial, o Blog do Paulinho teve acesso a detalhes do processo, por sinal, muito semelhante ao que o ex-gerente da MSI responde no Brasil.

Kia é acusado pelos portugueses por diversos crimes, entre eles lavagem de dinheiro, fraude, estelionato e apropriação indébita.

Se noutras oportunidades o “empresário” já teria se uitilizado de três nomes e datas de nascimentos distintas, Kia Joorabchian, Kia Kiavash e Kiavash Joorabchian, dessa vez, em Portugal, é tratado como Kiavash Kia Joorabchian.

Dentre as encrencas, uma delas já veio parar no Brasil.

Uma venda casada envolvendo Cruzeiro, Joinville, Benfica e Chelsea, em que a Jazzy Limited, uma das empresas da “organização”, que tem Kia como alegado proprietário, teria lucrado 9 milhões de Euros.

Em agosto de 2011, por solicitação dos portugueses, o STJ brasileiro permitiu que Cruzeiro e Joinville enviassem documentos sobre a transação de Ramires, intermediada por Kia e Pini Zahavi, outro ex-MSI, do Cruzeiro para o Benfica.

O clube mineiro alega ter recebido 7,5 milhões de Euros, dos quais 30% teriam que ser repassados ao Joinville, que detinha parte dos direitos econômicos.

2,25 milhões.

Porém, somente 1,5 milhões de Euros entraram nos cofres catarinenses, pagos pelo então presidente Zezé Perrela.

Na sequencia, assim que Ramires chegou ao Benfica, Kia Joorabchian, segundo as investigações, acertou com a equipe portuguesa que conseguiria as cinco convocações necessárias do atleta à Seleção Brasileira, para que pudessem transferi-lo a Inglaterra, onde já havia se acertado com Roman Abramovich, que pagaria 30 milhões de Euros, supostamente a serem “lavados”.

Em conseguindo as convocações, Kia teria direito a comprar 50% de Ramires, por intermédio da Jazzy Limited, pagando 6 milhões de Euros, com lucro imediato, e, “estranhamente” consentido entre as partes, de 9 milhões de Euros.

E foi o que aconteceu.

Ramires foi convocado no mês seguinte, e também dos subsequentes, garantindo, então, os desejos financeiros de todos os envolvidos.

Para finalizar, segundo informações, o MPF do Brasil tem acompanhado o desenrolar das investigações, que podem ou não implicar no processo pelo qual Joorabchian e seus parceiros estão sendo julgados no Brasil.

Talvez, até ocasionando novos procedimentos de investigação em nosso país, local em que alguns clubes e dirigentes, que tratam o iraniano como simples empresário do mundo futebolístico, embora sem credenciamento na FIFA, podem ter que responder a questionamentos que, possivelmente, sejam difíceis de explicar.

CONFIRA ABAIXO A SOLICITAÇÃO DA JUSTIÇA PORTUGUESA AO STJ, NO BRASIL, QUE OBRIGOU CRUZEIRO E JOINVILLE A FORNECER A DOCUMENTAÇÃO DA TRANSAÇÃO DE RAMIRES

kia processo lisboa

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