Coluna do Fiori – parte 2
Ainda neste assunto de agressão, posso afiançar-lhes, com toda certeza, de que, se fosse ao meu tempo o bicho ia pegar solto e lhes passo três exemplos que não devem ser seguidos, porém se os fatos exigirem, é pau na máquina.
1. Alguns anos atrás, na cidade de Cafelândia, o árbitro Paulo de Souza Arruda foi agredido covardemente por uma turba de cafajestes. Dias após, no prédio da FPF, então situado na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, o árbitro Dulcídio Wanderley Boschilia tomou conhecimento da presença de dirigentes do Cafelândia no prédio da FPF. Adentrou ao elevador junto com um dos mesmos, determinou ao ascensorista para que subisse e descesse, e quebrou bem a cara do possível Leão de Chácara, parando somente quando cansou-se e após vários gritos no sentido de que cessasse com seu ato.
2. Em 1991, o árbitro Luís Carlos Mussi atuou na partida entre Palmeiras e Corinthians, pelo Campeonato Paulista de Juniores, no estádio Palestra Itália. Após um gol da equipe mandante, o goleiro do Corinthians, Edílson aplicou uma voadora nas costas do árbitro que, na seqüência, revidou, deferindo-lhe vários socos, sendo contido pelos policiais em serviço.
3. Conforme cito em meu livro, A REPÚBLICA DO APITO, em partida realizada na cidade Bebedouro, entre a equipe do Internacional, da mesma cidade, e Jaboticabal, durante o jogo, após uma paralisação, o atleta da equipe local, identificado como Willian, depois de receber cartão amarelo, desferiu em minha face uma cusparada. Ato contínuo dei-lhe um soco no meio da cara.
Não estou aconselhando ninguém a agredir, porém todo aquele que tem independência em suas atitudes, com responsabilidade, além de sensibilidade e instinto de reação imediata não deve de se deixar conter por causa de determinadas imposições jurídicas. Deve reagir dentro dos parâmetros legais que, também, dão parâmetros jurídicos a todo aquele que reage sem extrapolar. Ou seja, reagir sem requintes de perversidade. Bateu, levou.
Aqueles que não queiram reagir, ou não tenham o instinto de reação imediata, devem de fazer na forma jurídica. Porém, o agressor, em meu entender, jamais poderá passar pela impunidade.
Empresários
Os atletas de futebol, hoje, desde a equipe de base, possuem empresários, que o dividem conforme são divididos os Ministérios do Lula, ou seja, cada um é dono de um pedaço. E o povo Ó…Comparando-se aos próprios atletas, e seres humanos, são os que menos têm controle da situação.
Em tempo: não esqueci das entidades representativas de classes, federados e confederados. Logo voltarei ao assunto em elogios ou críticas construtivas, pois a intenção maior é que caminhemos mais próximos da linha de normalidade.
O contido nesta pagina é de minha inteira e total responsabilidade.
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