Advertisements
Anúncios

Sobre Rogério Ceni e Ney Franco

Antes de iniciar nossa pequena analise sobre a crise envolvendo os dois personagens que dão título ao texto, Rogério Ceni e Ney Franco, é bom deixar claro que ambos poderiam ter evitado tornar pública a rivalidade.

Os dois só tem a perder com isso.

Agora, analisando o que foi dito pela dupla, concordo com Rogerio Ceni sobre Ney Franco ser um treinador fraco, e que, por critérios próprios, não é lá muito chegado a aplicar treinamentos “in loco”.

Boa parte da imprensa é apaixonada pelo treinador, que é afável com jornalistas, e, realmente, demonstra conhecer de futebol.

Mas, para ser treinador isso não basta, há de se ter outros predicados, principalmente os relacionados à convivência com o ser humano.

Ney Franco falou algumas verdades sobre Rogério Ceni, porém, inteligente como é, fomentado pelo revanchismo, distorceu a conotação e as motivações do comportamento do Mito Tricolor.

É evidente, e todos sabem, que Ceni, o maior nome da história do clube, tem poder político no clube, além de liberdade para dialogar como igual com o departamento de futebol.

Também é provável que, em algum momento, tenha, como torcedor, até, reclamado de Ganso, ou de outros atletas, nos bastidores.

Assim como, é obvio, gente do clube ou até outros jogadores já devem ter feito o mesmo com o goleiro tricolor.

Transformar essa ação em campanha para “queimar” o companheiro foi o grande erro e a maldade clara nas declarações de Ney Franco, e que podem até dizer alguma coisa sobre seu real comportamento, diferente daquele evidenciado à imprensa.

Em 20 anos de São Paulo, além dos problemas habituais que são ocasionados nos longos relacionamentos, não há nada semelhante relatado contra o Mito tricolor, tratado por todos como motivador do elenco, um exemplo de atleta, daqueles que buscam a perfeição nos treinamentos.

Difícil, realmente, acreditar que um segredo tão grande de sua personalidade seria mantido por duas décadas.

Há também, na imprensa, o comentário frequente sobre a arrogância do arqueiro Tricolor.

Posso falar sobre o que vi, e sei sobre Ceni.

Nas poucas vezes em que estive na sua frente, que o questionei ou observei seu comportamento, fui tratado com absoluto respeito e educação.

Fui testemunha, numa dessas coletivas, de jornalistas torcendo o nariz quando Ceni preferiu atender a um grupo de crianças que queriam seu afago, e não concedeu a entrevista que esperavam.

Sim, porque a imprensa é assim, se não a atendem quando querem, como querem, e não convidam para o churrasco, o jogador passa a ser tratado com certa má vontade, e, por vezes, adjetivado como arrogante.

Para finalizar, se Ceni errou ao falar sobre Franco – em nossa opinião, poderia ter evitado, não há dúvida de que falou o que pensava, enquanto o treinador, claramente, entre algumas verdades, deixou aflorar a imaginação em situações que as últimas décadas tendem a desmentir.

Advertisements
Anúncios

Facebook Comments

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: