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Vereador diz que Marin demonstra medo de seu passado ao fugir da Comissão da Verdade

O vereador Laercio Benko (PHS) fez um duro discurso contra a postura do presidente da CBF, José Maria Marin, de não comparecer em reunião pré-agendada da Comissão da Verdade, na Câmara Municipal de São Paulo.

Destacou a participação do cartola, no mesmo local em que se negou a ir para dar depoimento, dias depois, num evento de homenagem ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, tratando o episódio como absoluto desrespeito aos vereadores paulistanos.

“(Marin) terá de comparecer nesta Casa e dizer por que não a prestigia, por que não fala a verdade ou se tem medo da verdade do seu próprio passado.”, acrescentou o vereador.

Uma entrevista concedida por Marin à rádio Bandeirantes, em que disse não ir à Câmara sob nenhuma hipótese, em nenhum momento, comentar sobre o passado, também foi criticada.

Benko disse ainda que, pelo descaso demonstrado pelo dirigente com a Comissão Municipal da verdade, Marin será agora convocado pela Comissão da Verdade nacional, e dela não poderá mais fugir.

Confira abaixo, na íntegra, o discurso do vereador.

“Aproveito o restante do tempo para fazer outro protesto.

O Sr. José Maria Marin, Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, esteve nesta Casa participando de homenagem ao Presidente da Fifa, Joseph Blatter – que sequer compareceu.

No entanto, nós o convidamos a participar de uma reunião da Comissão da Verdade na terça-feira – ontem -, e o Sr. José Maria Marin alegou que não viria porque não tinha tempo.

Mas veio à homenagem aqui na Casa e, se não pesasse a responsabilidade que temos de prestigiar a Copa do Mundo, seria muito constrangedor.

Aliás, a Comissão da Verdade publicou uma nota ontem na imprensa dizendo o quão constrangedora foi a recusa de José Maria Marin de vir a Casa.

E não é que hoje: em entrevista à Rádio Bandeirantes e publicada na UOL, O Sr. José Maria Marin disse que não virá a esta Casa, em nenhuma situação, prestar qualquer depoimento na Comissão da Verdade.

Pior: ele nega que teve qualquer participação e que fez qualquer menção no episódio da morte do jornalista Vladimir Herzog.

Todos sabem, e está registrado, que em um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, como Deputado Federal, ele disse que havia uma “comunização” da TV Cultura, e o diretor de jornalismo da emissora na época era o Vladimir Herzog que, 16 dias depois, estava morto.

Se o Sr. José Maria Marin não teve nenhuma participação nesse episódio, venha à Comissão da Verdade esclarecer.

Agora, dizer que não teve participação no episódio e se negar a comparecer nesta Casa, quando compareceu no dia anterior para uma homenagem, é uma ofensa à Casa, é uma ofensa à Comissão da Verdade e mostra claramente que ele está se omitindo em relação à verdade, que é justamente a função da Comissão da Verdade instituída.

Então a Comissão da Verdade – e o nosso Presidente Natalini já havia adiantado isso – se vê forçada a fazer essa convocação via Comissão da Verdade Nacional e aí ele terá de comparecer nesta Casa e dizer por que não a prestigia, por que não fala a verdade ou se tem medo da verdade do seu próprio passado.”

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