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Se o São Paulo fosse uma empresa? O caso Luís Fabiano

Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO

Uma empresa visa lucros.

Uma verdade absoluta.

Um clube de futebol visa títulos.

Uma meia verdade.

Um clube de futebol também vive de títulos, mas não busca apenas isso.

Alguém duvida disso?

Por que então todo o clube busca ter seu estádio ou, hoje em dia, arena?

O São Paulo foi a primeira equipe paulistana a alcançar este objetivo.

O estádio do Morumbi, inaugurado em 1960, é uma prova disso.

O investimento em patrimônio fez com que o clube vivesse o seu maior período de jejum de títulos.

O futebol foi deixado de lado.

Investimentos como este são frequentes na história do tricolor.

O centro de Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica, o REFFIS, outro exemplo.

A construção do Centro de Formação de Atletas  de Cotia, mais um exemplo.

Diante este cenário.

Sendo o tricolor, uma empresa, a decisão pela contratação de um jogador como Luís Fabiano, já seria questionável.

Ao longo de sua história as contratações de jogadores caros estiveram associadas com a expectativa de venda futura.

Há exceções, talvez, e confesso não lembrar.

Até mesmo a contratação do genial Falcão, na década de 1980, aconteceu quando o espaço do Rei de Roma já não era o mesmo, e ainda assim bancado de fortes parcerias comerciais.

Já o caso de Ganso, algo diferente das tradições tricolores, mas que não é o tema deste artigo.

Voltando ao caso do fabuloso jogador, já no momento de sua contratação, o sucesso deste investimento era questionável.

Tratava-se de um jogador com idade avançada para atiçar maior interesse de outra grande equipe europeia.

Por mais que sempre exista uma Ucrânia ou, até mesmo, China, para contratar.

Pois se não foi um investimento para que se tivesse lucro.

Qual o outro objetivo?

Certamente a conquista de títulos.

O que acabou não acontecendo.

Isto não seria de todo o mal, mesmo porque não se pode esperar que a presença de um único jogador fosse uma garantia de títulos.

O problema é a forma como Luís Fabiano se comportou ao longo deste período.

Um jogador com sua experiência não poderia agir de forma tão equivocada disciplinarmente.

Ainda assim, nenhum dirigente tricolor pode se dizer surpreso com este comportamento.

Portanto, até aí, tudo conforme esperado.

Causa enorme estranheza, portanto, o presidente são paulino sinalizar a disponibilidade de seu atacante, ainda por conta do alto investimento.

Sua decisão em uma organização seria entendida como precipitada ou uma afirmação de um grande equívoco de investimento.

Sobraria a ele uma grande “esporro” por parte dos acionistas, ou em outras palavras, ele estaria na marca do pênalti.

No entanto…

A postura do atacante tricolor sinalizando publicamente insatisfação e afirmando que só permanece na equipe devido aos torcedores deveria servir como um ponto final.

Depois dessa: o atacante deveria ser vendido.

Manter o jogador agora seria expor ainda mais o clube, desta vez ao ridículo.

Dispensá-lo a única coisa razoável para manter a ordem na entidade ou empresa

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