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Blog do Paulinho arrasa com Andres Sanches na Justiça

“Por fim, também não se vê ofensa na referência ao “presidente que tem medo” ou ao presidente que “lesou os cofres do clube”(…)”

Em 2008, o então presidente do Corinthians, Andres Sanches, incomodado com a revelação de suas verdades, ingressou com ação judicial contra este jornalista.

Na ocasião, em claro indício de superfaturamento de honra, pediu R$ 100 mil a título de indenização.

Venceu, em primeira instância, auxiliado por um daqueles juízes que se encaixam bem no perfil das recentes críticas do Ministro Joaquim Barbosa.

Porém, teve o valor de sua honra reduzida para ainda exorbitantes R$ 25 mil.

Ingressamos com recurso, que foi julgado no início desse mês.

E a vitória do Blog do Paulinho contra Andres Sanches foi arrasadora.

Três votos a zero, em que os desembargadores, Paulo Edurado Razuk, Luiz Antonio de Godoy e Durval Augusto Rezende Filho fizeram questão de demonstrar absoluto conhecimento da verdade dos fatos.

Sanches terá agora, além de engolir o sapo (não o Caco), que pagar as despesas processuais, além de R$ 5 mil de honorários advocatícios.

DIVIRTA-SE, ABAIXO, COM OS PRINCIPAIS TRECHOS DO ACORDÃO, ABSOLUTAMENTE ARRASADOR.

Registro: 2013.0000129720

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0121975-87.2008.8.26.0008, da Comarca de São Paulo, em que é apelante PAULO CEZARDE ANDRADE PRADO, é apelado ANDRÉS NAVARRO SANCHEZ.

“Cuida-se de recurso de apelação interposto contra sentença que julgou parcialmente procedente a ação, para o fim de, negada pretensão de supressão de referências do blog do réu, condená-lo ao pagamento de danos morais arbitrados em R$ 25.000,00 ao autor, em virtude de ofensa que se considerou contra ele perpetrada.(…)”

“(…) Assim que afirmação de que autor é um “cafajeste profissional” ou um “cachorro”, como descrito a fls. 5, ao final, e a fls. 6, logo ao início, ademais da indicação de que de autoria de terceiro estranho ao processo, não se encontra em lugar algum nos documentos de fls. 26/51. Aliás, nem mesmo nos comentários dos seguidores. Do mesmo modo, não se encontra como o Juiz de origem não encontrou , depois de lidos todos os textos anexados, a asserção de que o autor “tem problemas com a honestidade”. Destarte, aquilo que seria de conteúdo mais flagrantemente ofensivo ao autor, descrito na inicial, não se ampara na reprodução impressa dos textos virtuais que o autor juntou à inicial, para instrui-la e subsidiar as imputações ali efetuadas.”

“(…) Pois bem. No primeiro dos três textos, questiona-se a contratação de obras e de compras de material para o cube presidido pelo autor. Alvitra-se e critica-se a escolha de companheiro antigo do presidente para se responsabilizar por estas compras e obras (Nota do blog: André Negão e Dr. Joaquim Grava). Nas outras duas colunas, noticiam-se supostos encontros havidos pelo autor com Kia Joorabchian, pessoa conhecida e reconhecidamente envolvida em investigações que na época corriam.”

(…) embora se tratando de associação civil, o clube presidido pelo autor atrai a atenção de milhões de pessoas, ademais cujas disputas políticas ganham o noticiário, tem-se notícia a respeito de obras que foram identificadas e criticadas, a cargo de pessoa que se dizia ligada ao presidente e à empresa fornecedora, o que, por evidente, revela interesse jornalístico. De toda forma, abriu-se uma discussão sobre o tema (…)”

“No outro caso, o de viagens e supostos contatos com Kia Joorabchian, sabido tratar-se de pessoa que esteve presente na gestão anterior à do autor e ele próprio reconhece aberto inquérito sobre negócios então entabulados, pela Polícia Federal.”

“Neste ponto, destarte, as colunas do autor se puseram em meio ao que era mesmo uma investigação policial acerca das atividades de estrangeiro, no País, e suas ligações com pessoas ligadas ao clube presidido pelo autor, de resto como levado a todo o noticiário da época. Eram fatos notórios, com repercussão em toda a mídia. Ademais, note-se que os textos tão somente perquiriam se viagem empreendida pelo autor teria sido para se encontrar com o referido indivíduo, questionando a informação de que teria sido feita para negociar jogadores.”

“Mas, ainda a propósito, vale agora não olvidar que o autor, pelo cargo que ocupava, mesmo em entidade privada, ganhou notoriedade e tornou-se pessoa pública (…).

“(…) Quando, por exemplo, o réu se utiliza, com ironia, em tom sarcástico, da expressão “atenção polícia federal” (fls. 39), questiona-se o embarque do autor para o exterior, em meio às investigações referidas, bem assim a notícia de que manteria encontro com Kia, malgrado sem omitir informação de que a viagem se destinava, declaradamente, à negociação de um jogador na França (…).”

“Por fim, também não se vê ofensa na referência ao “presidente que tem medo” ou ao presidente que “lesou os cofres do clube”(…)”

“Daí que, respeitada a convicção do MM. Juízo de origem, e nos limites do quanto constante do pedido inicial e da documentação a ele acostada, tem-se de desacolher a pretensão veiculada.

Ante o exposto, DÁ-SE PROVIMENTO ao recurso, para julgar improcedente a ação, arcando o autor com o pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios de R$ 5.000,00, arbitrados na forma do artigo 20, parágrafo 4º, do CPC.”

CLAUDIO GODOY

relator

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