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“Fielzão”: no desespero das contas a verdade começa a aparecer

O desespero dos dirigentes corinthianos nos últimos dias, que os levaram a pressionar publicamente os Governos Federal e Municipal pela liberação dos valores do BNDES e também dos CIDs, demonstra que o “conto de fadas” das fotografias e frases de efeito não passavam de subterfúgios para esconder a realidade.

Desde o princípio, a gestão que tinha como nomes principais Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg, mentiu em todos os assuntos relacionados ao estádio.

No Conselho Deliberativo, em discursos eternizados pelas Atas de reunião, foi falado desde que o empreendimento custaria, no máximo, R$ 350 milhões, até que o dinheiro “seria tomado do Governo”.

Até agora, não foi.

A grande verdade, que começa a transparecer através do desespero de Andres Sanches, mantido pela atual gestão como responsável pelas obras, é de que o Corinthians vendeu a alma, e sua saúde financeira, para realizar um sonho que seu caixa não permitia.

Atolado em dívidas que já ultrapassam os R$ 250 milhões, que já eram tratadas como “impagáveis” pelo grupo de Sanches quando, no período Dualib, ultrapassavam os R$ 60 milhões, o clube se meteu numa aventura semelhante a do trabalhador que está com o nome no SPC, gasta mais do que ganha, compra um apartamento parcelado, e nunca terá dinheiro disponível para quitar o imóvel.

A grande diferença é que o ‘abacaxi” da Odebrecht é ainda maior, porque, mesmo sendo a verdadeira dona do estádio, não terá meios de tornar o empreendimento viável sem a parceria com uma clube de futebol.

Pelo contrato firmado entre Corinthians e Odebrecht, o clube será dono do “Fielzão” apenas se quitar TODAS as pendencias com a construtora, tendo um prazo de 30 anos para tal, porém, com as devidas correções monetárias.

Hoje, além de dever os R$ 250 milhões tomados emprestados pela empreiteira, acrescidos dos mais de R$ 30 milhões em juros (que o próprio Sanches confirmou, para a FOLHA de hoje), há ainda de ser quitado, também com correção, os mais de R$ 250 milhões que a Odebrecht gastou por conta.

E faltam ainda mais uns R$ 500 milhões para terminar todo o projeto.

Com a liberação do dinheiro do Governo, BNDES e Prefeitura, o valor da dívida com a Odebrecht, de aproximadamente R$ 1 bilhão, seria abatida em aproximadamente R$ 700 milhões.

Porém, o clube teria que arcar com o pagamento do BNDES, R$ 450 milhões, acrescidos dos R$ 300 milhões que sobrariam do saldo com a construtora, além de juros e correção.

Pior ainda seria se o “blefe” de Andres Sanches se tornar coisa séria, ou seja, as obras realmente pararem e a Copa do Mundo não se utilizar do “Fielzão” para a abertura do torneio.

O Corinthians perderia o direito aos R$ 450 milhões do BNDES, talvez conseguisse manter os CIDs, perto de R$ 300 milhões, mas teria ainda que quitar o dinheiro já gasto pela Odebrecht, R$ 530 milhões, aproximadamente, entre empréstimos, gastos da construtora e juros.

Sobraria, em tese, abatidos os R$ 300 milhões dos CIDs dos R$ 530 milhões, um dívida do clube com a Odebrecht de R$ 200 milhões, sem que o estádio esteja finalizado.

Uma sinuca de bico para todas as partes, com a única certeza de que o Corinthians, que já tem dificuldades financeiras evidentes, viveria seu próximo centenário, senão mais, apenas para amortizar uma dívida quase impossível de ser quitada.

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