O quiosque que incomodava Leão

Conversando com empresários para tentar elucidar o caso em que o presidente do Sport, Luciano Bivar, diz ter pago propina no intuito de colocar o jogador Leomar, em 2001, na Seleção Brasileira, soubemos de uma história interessante sobre o perfil do treinador à época, Emerson Leão.

Havia um preparador físico que Leão costumava levar consigo para todas as equipes que trabalhava, o Coronel da PM, Inaldo Alves.

Na verdade, além do intuito principal, que era o de ajustar suas equipes fisicamente, o treinador utilizava o PM como uma espécie de segurança de luxo, segundo dizem, nem sempre em “trabalhos” que poderiam ser revelados.

Como, por exemplo, no caso do quiosque em Porto de Galinhas.

Leão, além de morar no local, um verdadeiro paraíso, transformou o espaço em frente a seu imóvel numa espécie de praia particular informal.

Era o Coronel Inaldo que garantia, nem sempre educadamente, que turistas e outros banhistas ficassem afastados do local que Leão considerava sua “propriedade”.

Porém, um “abusado” comerciante, que não se dobrou às ameaças, construiu um quiosque na areia da praia, bem em frente da casa do treinador.

Não deu outra.

Dias depois, o referido quiosque amanheceu incendiado.

Tudo indica, sem ação da natureza.

O Coronel Inaldo foi visto nas redondezas, mas, embora muitos acreditem no que imaginamos neste momento, sequer foi investigado pela ocorrência.

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