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O carnaval está cada vez menos importante

Houve um tempo em que todos paravam para curtir o Carnaval, época em que tudo era festa, mesmo em períodos em que nada havia para se comemorar.

Os principais clubes das mais importantes capitais do Brasil mantinham as tradições das marchinhas, que eram repassadas por diversas gerações.

As escolas de samba representavam o orgulho do bairro a que pertenciam, com enredos que retratavam o cotidiano da população.

Hoje, tudo mudou.

No interior e em algumas cidades turísticas ainda se mantem a tradição do carnaval de rua, porém sem a mesma espontaneidade, com ritmos que nada tem a ver com a festa.

Nas principais capitais, então, o carnaval inexiste.

Clubes vazios, ruas desertas, e pouca ou quase nenhuma empolgação.

Os que se arriscam a fazer algumas noitadas, para garantir o retorno financeiro, levam grupos de Axé (terríveis !), e sequer tocam uma música relativa ao histórico carnavalesco.

Frequentadores antigos sentem-se lesados e certamente desistem de curtir a festa nos anos posteriores.

No desfile de escolas de samba, então, tudo mudou.

Facções criminosas formadas por torcedores recebem mais dinheiro do que escolas tradicionais, e realizam desfiles com temas financiados por empresários, governos e até marcas de cerveja.

Para não ficarem atrás, as mais tradicionais foram obrigadas a aderir à novidade, transformando o que era uma bela festa da expressão popular num teatro de propaganda ao ar livre.

O carnaval, que já foi tão importante na cultura do país, torna-se cada vez menos relevante, para tristeza de velhos foliões e da nova geração, que não terá oportunidade, tudo indica, de conhecer a verdadeira essência dessa festa.

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