Mino Carta e a Seleção Brasileira de 1982

Estivemos ontem num evento que homenageou o Dr. Sócrates, ao lado do Museu do Futebol, no Pacaembu.

Foi lançado um livro, “Sócrates Brasileiro”, com as colunas assinadas pelo Magrão na revista Carta Capital, boa parte delas reproduzidas neste espaço, sob a alcunha “Palavra do Magrão”.

Durante um bate-papo recheado de emoção, entre os jornalistas Juca Kfouri, que assina o prefácio do livro, e Mino Carta, surgiu o assunto Seleção Brasileira de 1982.

Todos foram unânimes em dizer que Sócrates fez uma Copa do Mundo espetacular, e foi, sem dúvida, o melhor jogador da equipe no Mundial.

Porém, ao analisar a Seleção como um todo, Mino Carta surpreendeu, e, em opinião polêmica, desandou a criticá-la:

“Valdir Perez era muito fraco, Leandro tinha problemas emocionais gravíssimos, Oscar era um bom zagueiro, mas não era um Mauro Ramos de Oliveira, Luisinho, então, tinha medo da própria sombra, enquanto Junior era um grande jogador, mas estava na posição errada, era meio campista, não lateral esquerdo.”, disse Mino, sobre o setor defensivo de 82.

“Falcão era um grande jogador, Sócrates, já falamos sobre ele, Cerezo, outro jogador excepcional, enquanto Zico amarelou, principalmente contra a Itália.”, analisou, sobre o meio campo do selecionado.

“No ataque, fraquíssimo, tínhamos o Serginho, que não passa de um “Chulapa”, nada mãis do que isso, e o Éder, um desequilibrado que cuspia em jogadores e tudo mais.”, finalizou.

Inspirado, o dono da revista “Carta Capital” criticou ainda o treinador Telê Santana, que, segundo ele, teria suas qualidades superdimensionadas pela mídia:

“O Telê Santana não era um bom treinador. Deixou de fora das convocações alguns nomes importantes. Não foi capaz de perceber que Junior nunca foi lateral e era meio campista. A Mídia, por vezes, tem a mania de fabricar alguns ídolos e o público acaba acreditando. Telê Santana foi um deles.”

É bom ressaltar que Juca Kfouri, após a explanação, fez questão de ressaltar que sua opinião era frontalmente contraria a de Mino Carta.

O que gerou uma discussão interessante, porém breve, entre o público que se deliciou com o interessante encontro.

Em tempo: Este jornalista discorda da analise de Mino Carta sobre a Seleção de 1982.

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