São Paulo absoluto, Galo morto

Por JUCA KFOURI
O São Paulo jogou em São Januário como se estivesse no Morumbi.
Muito mais interessado na Libertadores que o Vasco, pensando em dormir.
E depois de exigir boas defesas de Fernando Prass, abriu o placar , aos 20 minutos.
Já que Fred e Bruno Mineiro passaram a noite em branco, Luís Fabiano tratou de deixar sua marca pela 14a.vez, empatando com os dois.
Logo depois, Jadson perdeu o segundo gol, ao chutar em cima de Prass.
Em todo o primeiro tempo, só uma vez Rogério Ceni precisou trabalhar.
E nem bem o segundo tempo começou e Osvaldo fez um golaço, pela esquerda por cobertura: 2 a 0.
Aí o Vasco acordou.
Era tarde.
Mas Rogério Ceni teve de brilhar, com três grandes defesas seguidas.
E, depois, mais duas, a ponto de Juninho Pernambucano reclamar, como que dizendo ” você está de sacanagem”…
Nada indica que o Vasco vá resistir ao assédio são-paulino.
No Beira-Rio (3.372 pagantes), no jogo dos dez desfalques, cinco de cada lado, o reserva de Victor, Geovanni, fez um milagre em bola de Rafael Moura e outra boa defesa em bola de fora da área, evitando gols do Inter.
Foram as parcas emoções do primeiro tempo no clássico estragado pelo STJD.
A maior delas, aos 20 do segundo tempo, quando Jackson deu um drible seco na entrada da área e fuzilou, em belo gol para alegria colorada e, principalmente, tricolor, do Flu e…do Grêmio.
Quinze minutos depois, Fred, o outro, em novo belo gol gaúcho, fez 2 a 0, deixando o Galo, definitivamente, a nove pontos do Flu.
Aos 41, em jogada de Dagoberto, que acabara de entrar, pela esquerda, Cassiano feriu o Galo de morte: 3 a 0.
Jô ainda desperdiçou um pênalti inexistente, defendido por Muriel, com o pé.
