Fernando Diniz no Fluminense

Contratado pelo Fluminense até o final de 2019. Fernando Diniz inicia, na próxima quarta-feira, a dura tarefa de conseguir colocar na cabeça de jogadores mal preparados desde as categorias de base sua doutrina de futebol, bela, mas que demonstrou eficiência apenas numa oportunidade: quando, injustamente, perdeu o título paulista de 2016 para o Santos.
Para dar certo faz-se necessário jogadores com bom preparo intelectual, habilidade para o futebol (principalmente no fundamento do passe) e uma retaguarda diretiva para eventuais resultados insatisfatórios no início do trabalho.
Cumprir o acordo até o final do ano é o prazo mínimo necessário à inseminação do conceito.
Foi assim no Audax e, guardadas as gigantescas proporções, que o Barcelona tornou-se conhecido pela maneira sempre clássica de jogar.
Unir beleza a resultados é um risco que o Fluminense faz bem em correr, alicerçador, em dando certo, de novos torcedores e de repercussão midiática, ambos necessários não apenas aos resultados esportivos, mas também a interesses comerciais.
Ficar como estava é que não levaria a lugar algum.
Entre ousar para voltar a crescer ou assegurar, covardemente, um lugar mediano no futebol brasileiro, o Fluminense fez a escolha correta, mas precisa trabalhar muito – e com paciência – para que as coisas aconteçam como planejado.
