Corinthians: agora é pensar no futuro

Após as últimas duas brilhantes e inquestionáveis conquistas do Corinthians, o Campeonato Brasileiro e a invicta Copa Libertadores da América, chegou o momento de analisar as coisas com mais sobriedade.

Não há dúvidas de que o treinador Tite é o grande responsável pela conquista.

Mais do que Romarinho, Sheik ou quem quer que seja.

Herdou um elenco com limitações claras, oriundas de contratações que foram efetuadas, na grande maioria dos casos, apenas para serem “vitrinadas” e depois repassadas a outras equipes, gerando lucro rápido para empresários, amigos da diretoria.

Sem dúvida, o grupo de jogadores está muito longe da “mediocridade” citada, de maneira infeliz, pelo próprio vice-presidente do clube, Luis Paulo Rosenberg, que deve ter sua expulsão do Corinthians solicitada nos próximos dias.

Conselheiros, torcedores e até jogadores não perdoam o fato do dirigente tentar se promover, desqualificando o trabalho de outros profissionais.

Outra grande verdade, também, é que Tite nunca agradou os atuais mandatários, e esteve para ser dispensado em, pelo menos, duas oportunidades.

Numa delas não saiu porque o acerto com outro treinador (Luxemburgo) não deu certo, noutra, devido ao valor da multa rescisória.

Fácil agora dirigentes posarem de pais da criança da ideia de mantê-lo no cargo, sendo que o próprio Tite sabe bem qual é a verdade.

Enquanto jogadores e comissão técnica merecem ser exaltados pela conquista, o mesmo não pode ser dito de quem, por incompetência ou motivos outros, quase jogou tudo a perder.

O objetivo agora é conquistar o Bi-Campeonato Mundial de Clubes, contra o Chelsea, no final do ano.

É necessário que o elenco seja reforçado, o mais rapidamente possível, em tempo de ser novamente treinado e preparado para a empreitada.

Resta saber como irão se virar os dirigentes, pressionados por parceiros a vender jogadores pelo qual o Corinthians nada receberá, tendo ainda que contratar a reposição, com o caixa minguado pelas irresponsabilidades cometidas recentemente.

Da maneira que se desenha o futuro alvinegro, caberá novamente ao treinador Tite colocar em seu devido lugar as peças que lhe forem despejadas pelo caminho.

Tomara consiga.

Mas sua missão, novamente, será das mais difíceis.

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