Há limites para o estômago de Erundina

Luiza Erundina errou feio ao aceitar a pressão de seu partido para ser candidata à vice-prefeita na chapa do PT.

Sim, porque podemos discordar de diversas ações e pensamentos da ex-prefeita, mas em sua história de vida sempre demonstrou ser uma mulher de opiniões fortes e posicionamento claro.

Provavelmente calejado pela convivência no submundo da política, o estômago de Erundina permitiu que ela unisse seu nome novamente àqueles que a propria tratou de desqualificar recentemente.

É público e notório que a ex-prefeita conhece os tristes hábitos políticos de um partido que sobrevive de recursos oriundos da corrupção, até porque já fez parte do mesmo grupo.

Se não pecou junto, foi ao menos testemunha de muitos pecados, e se calou.

Talvez por não compactuar com muito do que testemunhou, em anos de petismo, se desligou dessa gente e não se furtou a atirar, insinuando por diversas vezes o que não podia ou tinha medo de contar.

Mas, digerir Paulo Maluf divindo o mesmo palanque com o fantoche Haddad, consigo mesma e com o “chefe” Lula, foi demais para qualquer pessoa com o mínimo de carater.

Erundina não suportou e, felizmente, abandonou a empreitada.

Atitude esta que enriquece sua biografia, e nos faz até perdoar o fato de ter fraquejado, dias atrás.

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