Advertisements

O “hímen complacente” dos boleiros

Excetuando-se raríssimos casos, a cada entrevista concedida por jogadores ou ex-jogadores percebemos o quanto estes devem ser agradecidos aos ingleses pela invenção do futebol.

Se a bola não existisse, poucos teriam futuro em profissões que tivessem a utilização do cérebro como meio primordial para alcançar o sustento.

Observem o caso, por exemplo, do genial garoto Neymar, do Santos.

Dentro de campo, inquestionável.

Fora dele, após uma desastrosa entrevista ao Estadão, blindado que foi por sua família e assessores, parecia ter amadurecido.

Ledo engano.

Ontem, nos camarotes da Sapucaí, questionado sobre a possível queda de Ricardo Teixeira, respondeu: “Eu acho que ele é um excelente presidente. Ele sempre me tratou muito bem.”

Pois é.

Além de nunca ter conhecido outro mandatário na entidade, nem, provavelmente ter estudado sobre os anteriores, a “opinião” de Neymar sobre Teixeira tem como base “tê-lo tratado bem”.

Realmente muito profundo.

Mas, pior ainda, aconteceu com o agora comentarista da BAND, o ex-atleta Edmundo.

“Adoro o Ricardo Teixeira..Ele transformou a CBF numa potência. Quando você lida com uma coisa tão grande, faz coisas boas e ruins. E as pessoas estão vendo só as coisas ruins.”, declarou ao responder os mesmos questionamentos.

Paulo Maluf, que fez mas roubou e Adolf Hitler, que liquidou com a dívida da Alemanha, e também com milhões de seres humanos, aplaudiriam.

Não é a toa que os tiranos do esporte deitam e rolam num mundo em que os maiores prejudicados, como focas, aplaudem a um espetáculo que nem ao menos possuem capacidade de entender.

Facebook Comments
Advertisements

29 comentários sobre “O “hímen complacente” dos boleiros

  1. Kleber

    Infelizmente nosso esporte vive na mão de ditadores.
    TODAS as modalidades são conduzidas por tais.

    Só me estranha o fato da imprensa bater tanto no ditador Ricardo Teixeira, com toda razão diga-se de passagem, e esquecer por exemplo de Ary Graça Filho, há mais de 14 (QUATORZE) anos, como presidente da CBV.

    Independente dos resultados ambos são ditadores e não deveriam estar ocupando seus cargos. Mas infelizmente para a imprensa em geral vale o velho ditado, para meus amigos nada, para meus inimigos a lei.

  2. Não é a toa que se chamam PORCOS

    http://blogdojuca.uol.com.br/2012/02/a-historia-de-uma-marmelada-documentada/

    Em 1968, o Palmeiras corria o risco de ser rebaixado no Campeonato Paulista caso perdesse o jogo contra o Guarani, em seu penúltimo jogo pelo estadual.

    O alviverde da capital tinha priorizado a disputa da Libertadores e acabou tendo de jogar uma série de partidas seguidas, anteriormente adiadas no estadual.

    Foi então que o Guarani escalou um time reserva e com um jogador em situação irregular, de maneira tal que se o time campineiro vencesse o paulistano poderia buscar na justiça esportiva os pontos perdidos.

    Nem foi necessário porque o 1 a 1 , no Brinco de Ouro, no dia 29 de junho de 1968, um sábado à tarde, garantiu o Palmeiras na divisão de cima.

    A história era conhecida, mas que havia sido garantida por documentos é a novidade que a revista comemorativa do centenário do Comercial de Ribeirão Preto, editada pelo jornalista Luiz Eduardo Arruda Rebouças, revela, como se pode constatar abaixo.

    E com registro em cartório!

    O Guarani prometeu, e cumpriu, não escalar nenhum titular e, de quebra, ainda fez entrar durante a partida o jogador amador Flamarion, ultrapassando o limite de dois amadores por jogo.

    Em compensação, o Palmeiras cedeu, por empréstimo, um jogador de graça ao Bugre.

    Jogador que, em seguida, o Palmeiras vendeu ao XV de Piracicaba, razão pela qual depositou 50 mil cruzeiros na conta do Guarani.

    Eram outros tempos, ingênuos até.

    As mutretas eram feitas mais com a finalidade de garantir o sucesso esportivo do que em enriquecer cartolas e seus satélites.

    E, para que não houvesse dúvida, até registrar em cartório se registrava…

    Mas o que o Comercial tem a ver com isso, você há de estar se perguntando.

    Pois foi com esses documentos, comprovando marmelada no campeonato de 1968, que o Comercial conseguiu anular sua queda para a segunda divisão em 1969, causando ainda a suspensão do descenso em São Paulo nos anos seguintes.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: