Corcione acusa, se compromete, mas não prova nada no Palmeiras

Após seu sócio, Pedro Renzo, ser flagrado desviando R$ 290 mil dos cofres palmeirenses, o conselheiro Antonio Corcione ameaçou a todos os seus colegas, em reunião do órgão, dizendo que revelaria muita coisa errada envolvendo gente graúda do clube.

Não o fez até o termino da sindicância do COF, que, de maneira isenta, tratou de responsabilizá-los pelo sumiço do referido dinheiro.

Dias depois, Corcione deu uma entrevista, ao Diário de São Paulo, em que novamente insinuou muito, mas, de prático, nada contou.

Falou sobre um inquérito policial, do início dos anos 2000, no 23º DP, em que, segundo ele, dirigentes e ex-dirigentes estariam sendo averiguados por diversos crimes.

Porém, como de hábito, não teve coragem para revelar os nomes.

Disse ainda que “agora” o inquérito, que estaria parado, voltará a andar, como num passe de mágica.

Declaração estranha, sabedores que somos dos prazos existentes para que essas investigações sejam levadas ao conhecimento judicial.

Dá a entender de que estriam sendo utilizadas como moeda de troca para possível situação de chantagem, contando ainda com a conivência da polícia.

O que torna o fato ainda mais grave e passível de ação na corregedoria.

Se, de fato, existem dirigentes palmeirense que praticaram o ilícito, seus noms tem que ser divulgados, para que possam se defender.

Do contrário, a história contada por Corcione se sustenta tanto quanto às informações prestadas ao COF, e que trataram de “incriminá-lo” no episódio do desvio de dinheiro.

Você pode pular direto para o fim e deixar um comentário. Pings estão desativados.

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