Dirigente corinthiano explica, mas não convence

Raul Corrêa da Silva foi questionado por alguns conselheiros sobre a nota inserida no balanço do Corinthians, indicando que a empresa Brod Island S/A foi a responsável pelo pagamento da transação do jogador Wilson.

Esperto, respondeu que não foram encontrados registros na junta comercial pelo fato dela ser de origem estrangeira.

Ficou pior a emenda do que o soneto.

Por que Bernardo, procurador do atleta, teria emitido uma nota fiscal estrangeira para o clube ?

Todos sabem que possui empresa aberta no Brasil.

Pois é.

Em nossas apurações, além de identificar que a tal empresa não constava nos registros brasileiros, verificamos também que não há uma menção sequer de sua existência em local algum deste planeta.

Fica cada vez mais evidente que se trata de uma nota “resfriada”.

Para resolver de maneira mais clara esta questão, Raul Corrêa da Silva, em nome da “transparência”, deveria exibir o documento para os conselheiros.

Saberíamos então mais detalhes sobre a empresa, como seu endereço, identificação, país de origem, proprietários, etc.

Estranho que ainda não o tenha feito e, muito mais, que ninguém tenha lhe cobrado a ação.

Afinal de contas, entre suas atribuições, além de assinar balancetes, esta a de prestar contas sobre as finanças do Corinthians.

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