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Guerra e Paz

Por ROBERTO VIEIRA

http://oblogdoroberto.zip.net/

Nas últimas semanas temos falado muito em guerras. Guerras de torcidas. Guerras de nervos. Guerras e guerras. Como se nosso mundo não tivesse guerras demais. Como se o futebol fosse apenas mais uma uma guerra. Como se o campo de jogo fosse um outro campo de batalha.

Talvez estejamos mesmo impregnados deste espírito bélico. A violência é nosso bem comum, nosso estado natural. O gesto agressivo, obsceno torna-se reação banal. O carrinho por trás, o último recurso do zagueiro para impedir o gol. Como se o gol devesse ser impedido a todo custo. Como se a grande área fosse uma casamata.

Nas últimas semanas temos falado muito em guerras. Nordestinos e sulistas. Esquecidos que as grandes lições aprendemos nas derrotas. Esquecidos que, para vencer, é necessário a grandeza dos que não se julgam imortais. Perfeitos. Imbatíveis. E fazemos tudo isso esquecidos da crueldade do futebol.

Um esporte que não tem lógica alguma. Um esporte rico em surpresas como a vida.

Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que se erguia a mão para o adversário dos noventa minutos. Pois tal adversário era o amigo do dia a dia. Houve um tempo em que as crianças podiam frequentar os estádios tranquilas. Um estádio de futebol era a continuação do jardim de infância.

Para toda guerra, existe uma paz. E eu sinceramente espero que esta paz possa voltar a reinar nos gramados brasileiros. Não espero que esta paz venha dos salões atapetados que controlam as marionetes do caos. Eu espero que esta paz venha daqueles que amam o futebol. Daqueles que enfrentam chuva e sol para comprar seu ingresso. Daqueles que ainda vibram com o gol do seu time. Daqueles que enxergam no gol algo maior que cifrões. 

Porque nas últimas semanas temos falado muito em guerras.

Guerras de torcidas.

Guerras de nervos.

Guerras e guerras.

Talvez seja hora de falarmos em paz… De gritarmos apenas no gol!

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2 comentários sobre “Guerra e Paz

  1. Alviverde/SP

    Palmeiras e Náutico disputaram uma Taça Brasil em 1967, na mais absoluta PAZ, seja aqui em São Paulo, seja em Recife, seja no Maracanã, campo neutro onde foi o tira-teima decisivo, já que cada um venceu o seu jogo como visitante, e que foi vencido pelo Palmeiras por 2 a 1…outros tempos???

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