Ao ler pensei em José Trajano.
Saudade dos Ameriquinhas
Por ROBERTO VIEIRA
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O América morreu e não foi avisado.
Aquele América que era sempre vice-campeão de alguma coisa, e que foi se acostumando a ser vice, depois terceiro, depois quinto, depois nada.
Aquele América perto da sua casa, aquele América morreu.
Não foi uma morte rápida. Foi uma morte lenta e indolor. Previsível.
Como as mortes invisíveis do dia a dia. Mortes que passam desapercebidas pelas pessoas muito ocupadas para perceber um passado de glórias, quando esse passado de glórias não rende dividendos bancários. Não rende títulos do tesouro nacional.
Falo isso pensando no América do Rio. Claro. Embora haja tantos Américas nessa vida!
América que foi goleado pelo Fluminense por 6×1.
América que metia medo nos tempos de Bráulio e Flexa. Nos tempos de Luisinho.
Ou muito antes. Nos tempos de Ary, Jorge, Djalma Dias, Amaro, Wilson Santos, Ivã, Calazans, Antoninho, Quarentinha, João Carlos e Nilo.
De Pompéia.
Os primeiros campeões da Guanabara.
Hoje, nem a Guanabara existe!
E o América segue o caminho dos outros Américas deste Brasil.
Américas que repousam naquele recinto da memória onde repousa a Guanabara.
As câmeras Rolleyflex.
O namoro de mãos dadas.
Nossos sonhos do canal 100…
