Uma decisão conveniente
Do blog do Birner
Por Paulinho
As eleições corinthianas desviaram a atenção de algo que considero até mais importante, a elaboração do novo estatuto.
Será com leis bem elaboradas que o clube terá a sustentação necessária para sair do mar de lama em que se encontra.
O presidente do Corinthians tem que saber que sua atuação será rigorosamente fiscalizada e que a ditadura de tempos recentes não será mais tolerada.
Infelizmente não é o que esta acontecendo.
Uma surpresa vem sendo preparada sorrateiramente por aqueles que não querem que o clube trilhe os caminhos da transparência.
O estatuto será levado para a aprovação dos conselheiros com duas opções no item “eleições”.
Na 1ª opção o presidente do clube será eleito pelo voto dos associados.
Na outra o Corinthians continuará nas mãos desses conselheiros que por tantos anos lutaram para que o clube fosse prejudicado.
Que aprovaram a parceria com a MSI, a perpetuação no poder de Dualib, elegeram Andrés Sanches.
Confesso estar decepcionado com a atuação da comissão que esta elaborando o estatuto.
Alguns de seus membros tem o meu mais profundo respeito, são pessoas que lutam pelo bem do clube, mas que não podem permitir que a “trupe” da imoralidade prevaleça em um momento como esse.
É obvio que tornando o item “eleições” opcional, o conselho, da mesma maneira com que o senado brasileiro costuma atuar, tende a legislar em causa própria.
Depois alguns membros dos “mesmos” virão à mídia declarar que “democraticamente” o conselho decidiu que o associado novamente não terá direito a voto.
É uma decisão conveniente, que visa obviamente à perpetuação dos que lá estão.
O clube tem que acordar e lutar para impedir que isso aconteça.
Não dá mais para aceitar que um órgão com enormes sintomas conivência com a corrupção seja o responsável por decidir novamente a vida do clube mais popular de São Paulo.
Que o vice-presidente de esportes terrestres, Felipe Ezabella, advogado e membro dessa comissão, de quem tive boa impressão com relação à honestidade, não permita e nem se omita com relação a esse fato, sob pena de se tornar parte integrante de um processo que visa prejudicar o clube.
O Brasil lutou muito para que eleições diretas fossem realizadas.
A ditadura e os coniventes com a corrupção sempre foram contra.
As “eleições” comandadas por pequenos grupos de quadrilheiros invariavelmente atentam contra o desejo popular.
Qualquer alternativa que não seja a de realização de eleições pelos associados tem que ser tratada como suspeita.
O clube tem que acordar.
Antes que seja tarde.

