O medo do rebaixamento.
Um dia após ter sido eleito presidente do Corinthians, Andrés Sanches deu a seguinte declaração:
“O futebol é comigo até o final do ano. Em 2008, vamos pensar em outras soluções.”
Seu primeiro ato como mandatário foi a demissão de Antoine Gebran.
O então demitido chegou até a passar pelo constrangimento de se despedir dos atletas do futebol, sem saber ainda que sua demissão duraria apenas 1 dia.
Andrés e seu grupo, em mais uma de suas intermináveis reuniões, ventilaram a idéia de que o atual presidente poderia se “queimar” em caso de rebaixamento para a segunda divisão.
A ficha caiu.
Desesperado, correu novamente atrás de Gebran.
Como explicar que alguém há um dia atrás não servia mais para o cargo e agora seria recontratado novamente ?
Utilizaram-se do discurso de que Andrés não teria tempo para cuidar da equipe e que Gebran seria apenas um “coordenador” de futebol, cargo inventado as pressas para sufocar o vexame da falta de planejamento.
E mais um dia se passou, o Corinthians jogou, e Gebran aparece sorridente, como sempre, e declara que o seu cargo é o de vice-presidente de futebol.
Um verdadeiro samba do crioulo doido.
Gebran, em 3 dias esteve com situações distintas.
Demitido, coordenador e vice-presidente.
Qual será o cargo que estará ocupando na próxima semana ?
A bagunça já começou.
Mais cedo do se esperava.

